Se eleito, Serra quer continuar dando aula para crianças

O pré-candidato à presidência da República, José Serra (PSDB), disse hoje, em entrevista por telefone à Rádio Jornal, do Recife, que, se eleito presidente, irá manter um hábito que adotou quando estava à frente do executivo: dar aula em escola pública. Tempo tem, e vou fazer, disse.

Agência Estado |

Serra cultiva o hábito de dar aulas-surpresa a crianças. O costume começou em 2004, quando ele era prefeito de São Paulo. Desde então, também como governador, o tucano reserva ao menos um dia no mês para dar lições aos estudantes. Economista, Serra gosta de tomar a tabuada e ensinar a meninada a fazer tabelas e gráficos. Em geral, ele vai a salas da 4ª ou 5ª série do Ensino Fundamental.

Para o tucano, é uma forma de fiscalizar como anda a educação na prática. Hoje, ele afirmou que esta experiência o levou a fazer mudanças em relação ao material para o aluno, guia para o professor, incentivo para o professor e maior presença na sala de aula. Destacou que o maior problema na educação é a qualidade do ensino, o aprendizado na sala de aula. "Isso é fundamental".

Programa de governo

Serra afirmou que a família e a educação serão o centro do programa social do seu governo. Por isso, irá manter o Bolsa Família e buscar maneiras de abrir oportunidades de futuro para os jovens das famílias que recebem o benefício, por meio da oferta de ensino técnico e profissionalizante.

Ele voltou a lembrar que, em média, 20% dos jovens estão desempregados no Brasil, uma situação que deve ser enfrentada. Afirmou também ter recebido o governo de São Paulo com 70 mil jovens no ensino técnico e deixou o cargo com 170 mil. "Temos que ter um olhar positivo. O Brasil pode mais", frisou. "Avançou bastante, mas pode avançar mais, vamos trabalhar para isso".

Indagado se tinha vergonha da presença do ex-presidente Fernando Henrique na sua campanha, foi direto: "Como poderia rejeitá-lo?" indagou, ao lembrar que, como ministro da Saúde, no seu governo, teve total apoio do então presidente para enfrentar multinacionais na quebra de patentes, a fim de implantar o programa de genéricos. "Avançamos muito na época", avaliou. "Hoje a saúde não está bem".

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