Saúde privada no Rio cresce 10% ao ano e atrai novos investimentos

Com faturamento de R$ 5 bilhões e crescimento de 10% ao ano, a saúde privada no Rio atrai novos investidores e tradicionais grupos do setor ampliam suas operações, num segmento que investe cerca de R$ 500 milhões anualmente. Até mesmo o bilionário Eike Batista enxergou na saúde um bom negócio e vai inaugurar no fim do ano um centro médico de R$ 50 milhões, a Medical Doctor X (MDX).

Agência Estado |

A Amil, por sua vez, investiu R$ 11 milhões e inaugurou no mês passado um centro médico em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No mês passado, a Amil deu prosseguimento ao seu plano de expansão e anunciou a aquisição da Casa de Saúde Santa Lúcia, na zona sul do Rio, por R$ 60 milhões. Trata-se de um hospital com 75 leitos que faturou R$ 27,8 milhões no ano passado. Por meio de comunicado à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a rede de planos de saúde informou que vai desembolsar R$ 1 milhão no ato de assinatura do contrato de promessa de compra, mais R$ 7 milhões após o negócio ser efetivado. O restante do pagamento será feito em 36 parcelas.

“Este processo de fusões e aquisições é a fórmula que alguns empreendedores do setor da saúde vêm encontrando para aumentar a sua competitividade e, ao mesmo tempo, acelerar o seu processo de crescimento”, afirma o presidente da Confederação Nacional da Saúde, José Carlos Abrahão. Segundo ele, o cenário de investimentos em novas unidades e movimento de fusões e aquisições não está diretamente ligado à situação da saúde pública.

“O atual momento da saúde privada não se dá de forma imediatamente proporcional ou como uma resposta à má situação da saúde pública. A gestão pública é mais complexa e, portanto, tem encontrado maiores dificuldades para acompanhar os novos conceitos de modernidade e competitividade que o setor demanda”, analisa. De acordo com ele, a expansão da saúde suplementar (planos de saúde), em torno de 7% ao ano, tem sustentado em grande parte os investimentos. “No momento em que temos a expansão da classe C, os planos empresariais também vão crescendo. Conseqüentemente, amplia-se o número de usuários da saúde suplementar por meio da maior contratação de trabalhadores”, diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

AE

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