Saúde e Educação lideram as queixas à Ouvidoria de SP

Áreas “prioritárias” nos discursos do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), saúde e educação foram as únicas da administração municipal que aumentaram o número de queixas no ranking de reclamações da Ouvidoria-Geral do Município, segundo o relatório anual do órgão divulgado ontem. A quantidade de queixas relacionadas à Secretaria da Saúde e à Secretaria de Educação subiram 32% e 66%, respectivamente, de 2007 para 2008.

Agência Estado |

Saúde representa, por exemplo, quase a metade (48%) das 2.918 reclamações de qualidade de atendimento da Prefeitura. Esse tipo de queixa subiu 169% no ano passado e figura em segundo lugar na lista de motivos. Líder histórico de registros, o item “iluminação pública” sofreu queda de 46%, saindo de 7.408 para 4.023 queixas. A Secretaria Municipal de Educação saiu do sétimo para o terceiro lugar na quantidade de reclamações, com 797 registros.

Para a ouvidora do Município, Maria Inês Fornazaro, o aumento das queixas relacionadas à qualidade de atendimento é importante. “Significa que os cidadãos não recebem atendimento, no mínimo, adequado. São atendidos de forma grosseira ou não obtêm informação”, afirma. Ela pondera, entretanto, que as críticas à saúde municipal são as únicas feitas diretamente na Ouvidoria, pela urgência do tema. A Secretaria Municipal de Saúde destacou, em nota, que houve queda de 2% no número de reclamações classificadas como “saúde” pela Ouvidoria. Já a Secretaria de Educação diz que os resultados das reclamações à Ouvidoria não podem ser vistos como “se fossem pesquisa de opinião”.

A rede municipal de ensino tem 1,1 milhão de alunos. “O universo de reclamações é muito pequeno e não permite uma análise cientifica ou uma leitura estatística (...). Num universo tão pequeno, oscilações tendem a ser grandes”, diz. A pasta foi a que mais deu retorno à Ouvidoria sobre as queixas, encaminhando 94% dos casos. O direcionamento, entretanto, não significa a solução dos problemas - e sim que a secretaria deu uma resposta ao cidadão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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