Sasil é o grupo investigado na operação Alquimia

Distribuidora de químicos é suspeita de ter causado prejuízo de até R$ 1 bilhão aos cofres públicos

Thiago Guimarães, iG Bahia |

O grupo baiano Sasil, um dos principais distribuidores de produtos químicos do País, é o alvo da investigação da Operação Alquimia , deflagrada em 12 Estados nesta quarta-feira (17) pela Polícia Federal. 

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Ilha confiscada na baia de Todos os Santos: polícia não informou se ela pertence ao dono da Sasil


A operação tem por objetivo cumprir 31 mandados de prisão e 129 de busca e apreensão em casas dos investigados e empresas do grupo. Entre os crimes sob investigação estão sonegação fiscal, fraude na execução fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Com atuação desde 1973, a Sasil Comercial e Industrial de Petroquímicos atua na venda e distribuição de produtos químicos, com destaque para resinas termoplásticas. Subsidiária da holding Stahl Participações Ltda, possui filiais em 12 Estados e depósitos por todo o Brasil.

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Funcionários da Receita Federal chegam a uma das indústrias do grupo Sasil
Em 2010, a empresa adquiriu a Varient, distribuidora da Braskem, braço petroquímico do grupo Odebrecht. Com a aquisição, a Sasil consolidou sua operação nacional – segundo a publicação especializada “Plástico Nordeste”, é distribuidor oficial da Braskem para resinas como polipropileno e polietileno.

A Braskem enviou uma nota à imprensa na tarde desta quarta na qual diz que "durante o período em que teve responsabilidade sobre a gestão da Varient, a Braskem, como de praxe, sempre agiu no estrito cumprimento da lei e nunca esteve envolvida em nenhum tipo de irregularidade. A empresa ressalta que não recebeu qualquer notificação das autoridades envolvidas na operação".

Presidente da Sasil

O presidente da Sasil é Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcanti. Ele está na lista das pessoas que a polícia quer prender, mas o comando da operação ainda não confirmou se ele já foi encontrado nem se   ele é o proprietário da ilha de 20 mil metros quadrados na baía de Todos os Santos confiscada na operação.

Na casa de Aldair Cavalcanti, mãe de Paulo Cavalcanti, um irmão do empresário, que também foi ouvido pela Polícia Federal nesta manhã, afirmou que o dono da Sasil está no exterior, mas não precisou o local.

Thiago Costa Pinto Cavalcanti disse não ter relação com os negócios da Sasil, e que respondeu “perguntas básicas” na PF. Afirmou ter falado com o irmão pela última vez no domingo (14) e não soube informar contatos dos advogados do empresário.

Cavalcanti não foi localizado em seus dois endereços em Salvador – ambos na avenida Sete de Setembro, que abriga os prédios mais luxuosos da capital baiana.

Na sede da Sasil em Salvador, que também foi alvo da operação nesta quarta-feira (17), um segurança informou que a maior parte dos funcionários havia sido dispensada e que não havia ninguém para comentar a operação.

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