Sarney: Senado deve manter reajuste de aposentados

"Acho que politicamente é muito difícil que haja qualquer modificação aqui no Senado", diz Sarney sobre texto aprovado na Câmara

iG São Paulo |

Por conta do ano eleitoral, dificilmente os senadores farão qualquer mudança na medida provisória aprovada nesta terça-feira pela Câmara que concede 7,7% de reajuste a aposentados e pensionistas da Previdência Social. O texto acabou também com o fator previdenciário. A avaliação é do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A palavra final sobre os dois assuntos, então, caberia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu não conheço os números do orçamento do governo, mas acho que politicamente é muito difícil que haja qualquer modificação aqui no Senado até mesmo porque há, aqui, uma grande simpatia com os aposentados”, afirmou Sarney.

Senadores da base governista e da oposição já haviam dito ao ao iG que há um consenso na Casa para a aprovação do novo percentual.

O presidente do Senado defendeu pessoalmente a manutenção do percentual de reajuste definido pela Câmara. Ele argumentou que com o aumento nos preços, especialmente no dos medicamentos, sempre que se puder conceder um reajuste aos aposentados será justificado. “Eu recordo sempre minha mãe que dizia: 'Olha, não deixa de ajudar os velhinhos'. Estou falando em causa própria”, disse o parlamentar.

Sobre o fim do fator previdenciário, Sarney adotou uma postura mais cautelosa. Para ele, essa é uma questão controversa e divide as opiniões no Senado. Até entre parlamentares da oposição, existe a convicção de que a extinção do fator previdenciário vai fragilizar ainda mais a situação de caixa da Previdência Social.

Câmara aprova 7,7% de reajuste

A matéria segue para o Senado após aprovação na Câmara, na noite de terça-feira, de reajuste de 7,7% nos benefícios dos aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo. O valor foi estabelecido por uma emenda do Democratas (DEM) que alterou a quantia de 7% estabelecido pelo relator da Medida Provisória, Cândido Vaccarezza (PT-SP), aprovada mais cedo pelos deputados.

* com informações da Agência Brasil

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