Sarney rebate Virgílio e diz que tomou todas as medidas

O presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), reafirmou hoje, em discurso no plenário, ter tomado todas as providências para acabar com as irregularidades na Casa e punir os culpados. Ele voltou a dizer que, logo que surgiram as denúncias contra o então diretor-geral do senado, Agaciel Maia, o exonerou imediatamente do cargo e fez o mesmo em relação ao então diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi.

Agência Estado |

As declarações foram uma resposta às críticas feitas pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), à maneira como Sarney vem administrando a crise criada com as denúncias de irregularidades atribuídas a Agaciel e Zoghbi.

Sarney disse que, no caso de Zoghbi, mandou abrir "um inquérito policial na polícia do Senado", com assistência de um procurador da República, e a apuração foi concluída "em tempo recorde e mandada ao Ministério Público, onde o inquérito já está correndo." Ele afirmou que mandou abrir comissão de sindicância também em relação à denúncia de um servidor que afirmou ter recebido ordens para não publicar alguns atos. "Achei que isso parecia doloso. E imediatamente mandei abrir uma comissão de sindicância, que hoje de manhã já começou a trabalhar, com um procurador da República e um auditor do Tribunal de Contas da União (TCU)."

O presidente do Senado disse também que encomendou ao TCU um levantamento de todos os contratos de servidores e das folhas de pagamento do Senado e mandou criar o "Portal da Transparência", que deverá ser colocado no ar amanhã, e já está no portal do Senado o "Siga Brasil", que amanhã deverá publicar, segundo ele, as informações relativas ao orçamento e às despesas da Casa.

Sarney defendeu Roseana Sarney, sua filha, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, da acusação de supostamente usar como mordomo um funcionário do Senado chamado Amauri Machado, apelidado de "Secreta", que seria usado por ela como mordomo em casa. "O Senado nunca teve nenhum mordomo. A senadora Roseana não tem mordomo. Amauri é chofer do Senado há 25 anos. Nunca teve nenhuma coisa dessa natureza", afirmou Sarney. A denúncia envolvendo o servidor consta de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada na edição de sábado.

O senador concluiu admitindo que "a parte relativa à administração" do Senado "realmente tem defeitos, tem vulnerabilidades imensas", e afirmou que está "procurando corrigir e identificar, para que o Senado possa ter uma posição muito melhor."

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