Sarney pede cargos de 131 diretores do Senado

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anuncia hoje a realização de uma reestruturação institucional da Casa, a partir de proposta a ser elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A assinatura do convênio com a FGV, será às 10h.

Valor Online |

Para tornar a reforma viável, Sarney determinou ontem que os 131 detentores de cargos de direção do Senado colocassem os cargos à disposição. A decisão o deixará livre para fazer as substituições que considerar adequadas à implementação da reforma, sobre a qual nada foi revelado ontem pela assessoria da Presidência do Senado. A notícia da " reestrutração " do Senado é uma tentativa de Sarney de dar uma resposta à sucessão de críticas e denúncias que vêm sendo publicadas na imprensa contra a Casa.

Desde que Sarney foi eleito, em 2 de fevereiro, vencendo uma disputa contra o petista Tião Viana (AC), dois diretores já foram forçados a pedir exoneração por causa de denúncias: Agaciel Maia, que foi diretor-geral por 14 anos, e José Carlos Zoghbi, então diretor de Recursos Humanos. Maia foi acusado de não ter registrado em cartório uma casa de sua propriedade, localizada em bairro nobre de Brasília, avaliada em R$ 5 milhões; e Zoghbi admitiu que seus filhos ocupavam o apartamento funcional ao qual tinha direito.

A imprensa tem divulgado, também, denúncias que constrangem o próprio Sarney, como a do suposto uso, pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), da cota de passagens aéreas do seu gabinete para pagar a viagem de pessoas de São Luis para Brasília.

Sarney foi obrigado, ainda, a dar explicações sobre o pagamento de horas extras a quase 4 mil servidores durante o recesso, entre outros problemas.

(Raquel Ulhôa | Valor Econômico)

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