Sarney nega existir operação abafa no caso Zoghbi

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou hoje que tenta abafar as investigações de denúncias contra o ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi, acusado de liderar um esquema de desvio de dinheiro em operações de crédito consignado. Em nota, Sarney afirma que o rigor na condução do caso ficou evidenciado com as medidas anunciadas, como a abertura de duas sindicâncias, uma administrativa e outra pela Corregedoria-Geral, e a instituição de uma ocorrência pela Polícia do Senado, subordinada aos próprios senadores, para investigar denúncias.

Agência Estado |

As ausências do Ministério Público (MP) e da Polícia Federal (PF) no caso têm sido avaliadas como uma estratégia do presidente da Casa para minar as investigações. Ainda no comunicado, Sarney explica que cabe à polícia da Casa a perícia de irregularidades cometidas dentro do Senado. Ele justifica que a participação do MP e da PF nas investigações não depende de iniciativa do Senado, mas das próprias instituições.

Hoje, a Corregedoria acionou o Banco Central (BC) para abrir auditoria a fim de apurar a movimentação financeira de bancos que ofereceram empréstimos consignados aos servidores durante a gestão de Zoghbi. De acordo com a presidência da Casa, as perícias serão entregues em cerca de 15 dias ao MP.

As denúncias apontam que Zoghbi liderava um esquema de desvio de dinheiro em operações de crédito consignado. Ele teria orientado funcionários a optar pelo Banco Cruzeiro do Sul na hora de buscar empréstimo. Uma empresa teria recebido R$ 2,3 milhões da instituição bancária como comissão por intermediar créditos feitos a servidores do Senado. Na quinta-feira, a presidência da Casa suspendeu contrato com o banco até que as investigações sejam concluídas.

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