Sarney ficará na presidência do Senado, apesar da pressão, garante Renan

BRASÍLIA - O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou nesta terça-feira que a pressão enfrentada pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), para deixar o cargo tem como pano de fundo as eleições de 2010, quando estarão em disputa a Presidência da República, os governos dos Estados e as vagas de senadores e deputados federais e estaduais.

Agência Brasil |


O parlamentar alagoano garantiu que Sarney não sairá da presidência do Senado e que o debate tem sido alimentado por aqueles que querem tirar proveito eleitoral em 2010, quando dois terços dos senadores disputarão a reeleição.

Agência Senado
Renan Calheiros concede entrevista. Fotógrafo: Waldemir Barreto - Agência Senado
Renan Calheiros concede entrevista nesta terça-feira

[Esta crise] é uma cortina de fumaça, uma ótica diferente. O que está em jogo são as eleições de 2010. Não é uma ilusão de ótica, é uma ilusão de ética que alguns fariseus tentam passar para o país, argumentou Renan. Este debate ocorreu nas duas últimas eleições, e o resultado foi o mesmo. E foi o mesmo porque as pessoas que travam este debate não convencem com relação a legitimidade delas, completou.

De acordo com o líder peemedebista, principal defensor da permanência de Sarney na presidência da Casa, Sarney está disposto a continuar no cargo. O presidente Sarney está convencido que precisa ir adiante, uma posição que o partido e a grande maioria do Senado aprovam, afirmou Calheiros.

Calheiros minimizou o bate-boca protagonizado ontem (3), no plenário da Casa, por ele e os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Fernando Collor (PTB-AL). Era inevitável que esse debate acontecesse, no plenário ou no Conselho de Ética. Quando a temperatura aumenta é fundamental que se coloque os argumentos, que se debata mais sinceramente e a sessão de ontem foi, sobretudo, uma demonstração disso, afirmou.

AE
Sarney chega ao Senado nesta terça-feira
Sarney chega ao Senado nesta terça-feira

O líder disse ainda que o debate, agora, deve ser travado apenas no Conselho de Ética e que o plenário deve voltar a deliberar.

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