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Sarney diz que fica e PMDB vai para a guerra , dizem aliados

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), teve uma reunião neste domingo com alguns de seus aliados e resolveu permanecer em seu cargo. De acordo com interlocutores, também ficou acertado que seu partido ¿vai para a guerra¿, revidando ataques e denúncias. O primeiro alvo é o senador tucano Arthur Virgílio (AM), que já protocolou seis denúncias contra o peemedebista no Conselho de Ética da Casa.

Severino Motta, repórter em Brasília |

Essa história de renunciar não existe. Também não é verdade que existe essa pressão da família para que ele saia. Ele vai ficar e o PMDB, unido, vai para a guerra, disse um aliado de Sarney que esteve com o presidente no domingo.

Agência Brasil
Sarney chega ao Senado nesta segunda
Durante a reunião, a avaliação do PMDB é que Virgílio vem perdendo força até mesmo junto ao PSDB, uma vez que ele estaria queimando pontes para um entendimento entre os tucanos e o PMDB com vistas a 2010.

Na primeira série de ataques da guerra anunciada, o líder peemedebista no Senado, Renan Calheiros (AL), deve protocolar representações contra Virgílio devido a um empréstimo que ele teria recebido do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, e por ter mantido um funcionário no exterior às custas do Congresso.

A avaliação do PMDB é que, nos casos, Virgílio é réu-confesso, e que sua defesa seria muito delicada no Conselho de Ética.

O tucano, por sua vez, diz que não vai sucumbir ao que chamou de chantagem. Fazem isso pois eu comecei com as denúncias. Não vão me intimidar. Prefiro ser atropelado por um caminhão a me calar diante de Renan Calheiros, disse.

Sobre as possíveis dificuldades que ele estaria criando para uma aliança entre o PSDB e o PMDB para 2010, Virgílio disse que não pode se calar diante dos fatos e denúncias contra Sarney, e que de um jeito ou de outro, metade do PMDB vai estar conosco e metade com eles (PT).

Por fim, o tucano avaliou que a permanência de Sarney na presidência do Senado e sua intenção de se manter no cargo deve durar alguns dias, mas não deve se efetivar. Nós sabemos que cedo ou tarde ele vai ter de sair, pontuou.

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