Sarney disse a Lula que não se afastará, afirma fonte

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta sexta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não pedirá licença ou renunciará ao comando do Senado. Em encontro de quase duas horas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Sarney avaliou que a oposição está tirando proveito da crise para criar problemas para o governo e assumir o controle do Senado, segundo informou um auxiliar direto de Lula à Agência Estado.

Redação com Agência Estado |

AE
Sarney após a reunião com o presidente Lula
O senador disse ainda que espera liderar o "processo de normalidade" com apoio da base e de "quem mais estiver interessado". Lula, segundo essa mesma fonte, concordou com as avaliações de Sarney e disse que apoia a disposição do senador de liderar o processo de restabelecimento de normalidade da instituição.

Durante o encontro, Sarney apresentou ao presidente Lula o documento que enumera 36 ações adotadas pela Comissão Diretora para dar eficiência e transparência às decisões administrativas do Senado.

O documento destaca uma economia de aproximadamente R$ 10 milhões por ano nos dois primeiros contratos de fornecimento de mão de obra; a mudança na regulamentação das cotas de passagens aéreas dos senadores, com a economia de 30%; a redução em 10% das despesas gerais do Senado; redução da taxa de juros dos empréstimos consignados para patamar máximo de 1,6% ao mês; e a solicitação à Polícia Federal para que investigue os empréstimos consignados aos servidores, bem como as empresas que o operaram.

Lula "seguríssimo"

O presidente Lula está "seguríssimo" da permanência no cargo do presidente do Senado, José Sarney, afirmou o líder do PTB, senador Gim Argello (DF). Depois de encontro com Lula, Argello assegurou que a base aliada que dá sustentação ao governo na Casa está refeita.

Explicações de Sarney sobre mansão

AE
Vista aérea da casa de Sarney avaliada em R$ 4 milhões

Vista aérea da casa de Sarney avaliada em R$ 4 milhões

Em duas notas enviadas à imprensa, a assessoria de Sarney tentou explicar nesta sexta-feira o fato de uma mansão em Brasília, avaliada em R$ 4 milhões, não aparecer em sua declaração à Justiça Eleitoral em 2006. Na primeira nota, a assessoria informou que a declaração de bens de 2006 havia sido copiada , de forma errada, da declaração para as eleições de 1998. Ao ser informada que as declarações não eram as mesmas , o gabinete de Sarney mudou a justificativa e informou que a propriedade não apareceu na declaração por esquecimento do contador .

Leia também:



Opinião

  • Claudio Abramo: Fica, Sarney
  • Luis Nassif: a biografia de Sarney

    • Leia tudo sobre: lulasarneysenado

      Notícias Relacionadas


        Mais destaques

        Destaques da home iG