Sarney discute propostas de CPIs com líderes

O assunto das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que estão na fila do Senado foi tratado abertamente nesta terça-feira, no plenário, mas o sinal de alerta do Palácio do Planalto acendeu mesmo na semana passada. Na quarta-feira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), abriu a reunião de líderes para discutir a pauta de votações e, surpreendendo a todos, apresentou lista de propostas de comissões parlamentares de inquérito, algumas esquecidas na Mesa Diretora da Casa.

Agência Estado |

Além da reação da oposição, por causa da Operação Castelo de Areia, o governo teme agora que a briga PT-PMDB também alimente o ambiente político propício à instalação de CPIs.

Duas coisas me espantaram, disse ao jornal "O Estado de São Paulo" o líder do PDT, senador Osmar Dias (PR). Uma delas foi Sarney sacar da cartola uma CPI de 2007, para pôr na pauta do Senado. O segundo motivo de espanto para o pedetista foi o mutismo geral dos líderes do governo e da oposição. Estavam na reunião o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Ministros e colaboradores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que Sarney relacionou as quatro propostas de CPI que aguardam instalação desde 2007 para aliviar a tensão no Senado, transformando a comissão de inquérito em um front de artilharia voltada para Planalto. Além da CPI da Petrobras, sugerida pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP) em setembro de 2007, quando ele ainda era filiado ao DEM e engrossava a oposição, há o pedido de inquérito para investigar o apagão educacional, apresentado por Cristovam Buarque (PDT-DF), e os requerimentos em favor das CPIs da Amazônia e do DNIT, um dos poucos órgãos com investimentos avançados no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).

(Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

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