Arquivadas as ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ele fez esta tarde um discurso em memória do ex-presidente Getúlio Vargas, que morreu há 55 anos, e também em homenagem ao escritor Euclides da Cunha. Como reação à não-abertura de processo contra Sarney, os senadores da oposição se reúnem amanhã para discutir se permanecem no Conselho de Ética ou renunciam às suas vagas no colegiado.

Cinco das quinze cadeiras do conselho são ocupadas pelos oposicionistas. Líder do DEM, o senador José Agripino (RN) chega a Brasília no início da noite e reúne a bancada amanhã, em um almoço, para discutir se desistem ou não das três vagas a que têm direito no colegiado.

O PSDB vive o mesmo dilema. Na semana passada, o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do partido, enviou ofício à Mesa Diretora pedindo para ser retirado da composição do conselho. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) também está com um ofício pronto para renunciar à cadeira. Ela só tomará uma decisão, entretanto, após reunião da bancada, amanhã, na hora do almoço, no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Sérgio Guerra e o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), só chegarão a Brasília no final do dia de hoje.

Já o líder do PT, Aloizio Mercadante(PT-SP) - que, depois de ter anunciado sua renúncia ao cargo em caráter irrevogável, voltou atrás e anunciou a permanência no cargo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - está em São Paulo e passará o dia sem compromissos oficiais. O senador deve chegar a Brasília apenas amanhã.

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