Sarney discorda do modelo atual de retirada de assinaturas em CPIs

BRASÍLIA ¿ O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta quarta-feira que não concorda com a permissão da retirada de assinaturas de parlamentares que participam de requerimentos de abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). ¿Eu acho que uma vez assinada, não devia ter retirada de assinatura¿, defende. Apesar disso, o senador pondera que a ação se tornou recorrente naquilo que ele define como ¿práticas políticas da Casa¿.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |


"Não é a primeira vez que ocorre aqui. O regimento manda que seja publicado no Diário Oficial e permite que, até meia-noite, as assinaturas sejam tiradas. Todas as vezes que temos uma comissão de inquérito, isso ocorre. Lamentavelmente, disse o parlamentar.

Sarney anunciou que não irá abrir uma sessão no Congresso apenas para aprovar o requerimento de abertura da CPI Mista do Campo. Segundo ele, ainda não há previsão de quando será a próxima. Porque para ser marcada é preciso que as lideranças do Congresso e a presidência do Senado entrem em contato com o presidente da Câmara para nós termos o plenário livre para poder fazer a sessão do Congresso. Não podemos fazer sessão sem que ela tenha pauta, mas até agora nenhum assunto foi apresentado, explica. 

Enquanto isso, a oposição aguarda que a sessão no Congresso seja deterinada para protocolar o requerimento da CPI Mista do Campo, para investigar a destinação de recursos públicos para movimentos sociais como o MST (Movimentos dos Trabalhadores Sem-Terra). Os parlamentares garantem que já contam com um número acima do regimental de 198 (sendo 27 senadores e 171 deputados).

Leia também:

Leia mais sobre MST

    Leia tudo sobre: cpicpmicpmi do campocpmi do mstsarney

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG