Sarney deve se afastar da presidência do Senado por dez dias

BRASÍLIA - O senador José Sarney (PMDB-AP) deve se afastar da presidência do Senado por dez dias, para acompanhar dar assistência à filha Roseana Sarney (PMDB), que irá se submeter a uma cirurgia para retirada de um aneurisma cerebral. Durante este tempo, o vice-presidente, Marcono Perillo (PMDB-GO), assumirá a presidência do parlamento. A assessoria da presidência não sabe informar a partir de qual dia Sarney irá se licenciar.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Roseana Sarney será internada nesta terça-feira e deve passar pela cirurgia na quinta-feira. Ela tomou posse em 17 de abril como governadora do Maranhão após o ex-governador Jackson Lago (PDT) ter sido cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante os 25 dias que a governadora deve ficar em licença médica, o vice-governador, João Alberto (PMDB) assumirá o comando do Estado.

Líderes da oposição afirmam que José Sarney está muito insatisfeito com a presidência do Senado. Ele foi eleito em fevereiro, com o apoio do PTB, PMDB e DEM. O PSDB, porém, endossou a candidatura do petista Tião Viana (AC). Sarney tem convidado senadores da oposição para conversas reservadas em sua casa e, em uma dessas ocasiões, teria confessado descontentamento em não ter recebido o apoio dos tucanos.

Segundo um senador que esteve com o presidente, Sarney também estaria muito estressado por ter que lidar com as várias denúncias das quais o Senado tem sido alvo. Na última semana, reportagem da Folha de S. Paulo revelou que quatro senadores recebiam auxílio-moradia no valor de R$ 3,6 mil apesar de terem residência em Brasília, entre eles, o próprio Sarney. O presidente pediu desculpas, e garantiu que irá devolver o dinheiro.  

Denúncias 

Logo após José Sarney ter sido eleito presidente do Senado, senadores foram acusados de usar dinheiro da cota de passagens aéreas para fretar jatinhos particulares. Outros parlamentares foram acusados de gastar até R$ 13 mil em conta de celular.  

Em seguida, Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, foi exonerado do cargo após ter sido veiculado na imprensa que ele tinha uma casa avaliada em R$ 5 milhões não declarada à Receita. O ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi também foi alvo de denúncias. Ele responde a inquérito na Polícia Legislativa por suposto esquema de desvio de dinheiro do Senado.  

Sarney contratou a Fundação Getúlio Vargas para reestruturar a administração do Senado. Mas, o estudo apresentado pela fundação, sugere a diminuição de 41 para sete as diretorias administrativas do parlamento, mas não prevê cortes de gastos relevantes. 

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