Sarney defende fim da verba indenizatória no Senado

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu nesta quinta-feira o fim do pagamento da verba indenizatória para os senadores. Hoje, cada parlamentar tem direito a R$ 15 mil mensais para custear gastos com viagens, gasolina, hospedagem e divulgação do mandato parlamentar, além do salário de R$ 16.512,00 mensais.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Sarney não adiantou, porém, se os senadores simplesmente perderiam o benefício ou se teriam parte dele incluído no salário, como defende o senador Mozarildo Calvalcanti (PT-RR).

Cavalcanti é autor de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que propõe a incorporação da verba indenizatória nos rendimentos mensais dos senadores, contanto o valor não ultrapasse o teto salarial do funcionalismo público, de R$ 24.500,00.

Eu não sei se essa é a melhor forma [como propõe o senador Mozarildo Cavalcanti]. Mas realmente temos que encontrar um meio de acabar com a verba indenizatória, que tem criado tantas discussões e tem criado tantos problemas. Mas não sei se será esse o meio, não posso dar minha opinião, tenho que ouvir os colegas, mas também eu acho que temos pensar num caminho, disse Sarney.

Líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), anunciou na quarta-feira, em plenário, que enviou carta ao presidente do Senado abrindo mão do direito de usar a verba. Segundo o líder, ele financiará as despesas com seu próprio salário.

Câmara vai divulgar gastos

Nesta terça-feira, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu, por unanimidade, disponibilizar, em até 45 dias, todas as notas fiscais apresentadas pelos parlamentares para comprovar os gastos com a verba indenizatória.

A partir de então, todo cidadão poderá tomar conhecimento do tipo de despesa feita pelo deputado, o nome do fornecedor do material ou serviço, CNPJ da empresa, número da nota fiscal e valor correspondente.

O pagamento da verba indenizatória voltou à pauta do parlamento após denúncia de que o deputado Edmar Moreira (DEM-MG) ¿ dono do castelo no sul de Minas Gerais ¿ teria usado a verba para pagar serviços de segurança fornecidos pela sua própria empresa.

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