Sarney defende a suspensão do pagamento de hora extra durante recesso do Senado

BRASÍLIA - O presidente do Senado Federal, José Sarney, (PMDB-AP) avaliou nesta terça-feira como um absurdo o pagamento por parte do Senado de R$ 6,2 milhões em horas extras para cerca de 3,8 mil funcionários durante o mês de janeiro, quando não houve qualquer atividade parlamentar no Congresso.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Para Sarney, este pagamento deveria ser suspenso, mas evitou anunciar qualquer solução para o caso, pois a decisão, segundo ele, cabe ao primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI) ¿ eleito no início de fevereiro.  Heráclito disse que o advogado-geral do parlamento irá analisar irregularidades .

Acho um absurdo, não acho correto. Tem que averiguar [a denúncia]. O caminho correto seria a suspensão, mas não quero entrar numa atribuição que não é minha, defendeu o presidente. Sarney não tem previsão, porém, de se encontrar com Heráclito para tratar o assunto. Cabe ao primeiro secretário [a decisão sobre pagamentos e contratações do Senado] e ele vai tomar providências.

Informações do jornal Folha de S. Paulo revelam que o senador Efraim Morais (DEM-PB), primeiro-secretário do Senado nos dois últimos anos, ordenou o pagamento da hora extra aos funcionários três dias antes de passar o comando da primeira-secretaria para Heráclito Fortes.

Efraim teria ainda reajustado o benefício em 111%, elevando o teto de R$ 1.250 para R$ 2.641,93. A decisão foi validada pelo então diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, que deixou o cargo há algumas semanas sob denúncia de ter omitido uma casa de R$ 5 milhões à Receita Federal.

A justificativa do Senado dada à reportagem da Folha para o pagamento das horas extras foi de que os servidores trabalharam além do expediente normal em janeiro para preparar uma única sessão, quando ocorreu a eleição para os novos membros da Mesa Diretora.

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