Sarney critica excesso de MPs e promete atuar com independência

BRASÍLIA - Eleito nesta segunda-feira presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) criticou, em discurso durante sessão conjunta do Congresso Nacional, o excesso de Medidas Provisórias (MPs) editadas pelo governo. Ao completar 45 dias de sua edição, as MPs passam a trancar a pauta do plenário da Casa onde estiverem e atrasam a votação de outros projetos.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |


Para Sarney, as MPs se tornaram uma "armadilha" para o Poder Legislativo. Ele prometeu ainda que irá combatê-las com "todas as forças".

"O rito de tramitação das MPs transformou-se em armadilha que perturba nossas Casas Legislativas. É uma das nossas primeiras e mais urgentes tarefas fixar um sistema em que o alcance das medidas provisórias seja reduzido, ao mesmo tempo em que transferimos ao Executivo medidas administrativas que devem ser de sua competência exclusiva", disse o presidente.

Sarney reiterou seu compromisso em combater a crise econômica mundial e prometeu ajudar o presidente Lula neste desafio. O novo presidente do Senado disse que, apesar do alinhamento com o governo Lula, irá agir com "independência".

"O mundo atravessa uma fase de uma grande crise. O Brasil, mais do que nunca, esteve preparado para enfrentar esse desafio. O governo do presidente Lula conseguiu avanços no setor social, na economia", afirmou.

Participaram da sessão de abertura do ano legislativo os ministros Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil.

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