Sarney confirma pedido para transferência de sobrinha

BRASÍLIA - A Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado comunicou na tarde desta sexta-feira por meio de nota que, das denúncias de utilização de atos secretos para nomeação parentes, o presidente da Casa, José Sarney, confirma que pediu a transferência da sobrinha de sua esposa, Vera Portela Macieira Borges, que já era funcionária pública federal, para trabalhar no gabinete do senador Delcidio Amaral (PT-MS) em ato publicado.

Redação com Agência Estado |

As demais contratações, de acordo com a nota, "alguns (nomes) até desconhecidos do senador", não foram a pedido dele.

A nota não faz referência, mas entre essas contratações, está a do neto de Sarney, João Fernando, que trabalhou no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

A nota acrescenta que, conforme declaração do presidente do Senado em discurso nesta semana em plenário, cada gabinete de senador e liderança de partido tem autonomia para nomear funcionários.

Nesta sexta-feira, Sarney determinou a instalação de uma comissão de sindicância para investigar e punir os responsáveis pelos atos secretos do Senado.

A decisão de criar a comissão foi tomada depois do responsável pela publicação dos boletins administrativos da Casa, Franklin Landim, ter dado entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo" acusando o ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, e o ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, de serem os responsáveis pelos atos secretos .

Conforme a primeira de uma série de reportagens publicadas sobre o assunto, um levantamento feito por técnicos do Senado, a pedido da Primeira-Secretaria, detectou cerca de 300 decisões que não foram publicadas, muitas delas adotadas há mais de 10 anos. Os atos administrativos "secretos" foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários

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