BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), confirmou nesta quarta-feira o nome dos onze integrantes da CPI da Petrobras e agendou para terça-feira a primeira reunião da comissão. Segundo ele, a sessão de instalação da CPI será presidida pelo senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que, por ser o parlamentar mais idoso do colegiado, conduzirá inicialmente os trabalhos. Nessa mesma sessão será eleito o presidente da CPI, que indicará o relator.

A base aliada pretende manter o controle sobre os dois cargos de comando da comissão, criada para investigar supostas irregularidades cometidas pela Petrobras em licitações e no pagamento de impostos. A CPI também investigará atos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além de Duque, participarão da CPI pelo PMDB os senadores Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado e cotado para ser o relator, e Leomar Quintanilha (TO). Os suplentes do bloco da maioria serão Valdir Raupp (PMDB-RO) e Almeida Lima (PMDB-SE).

O bloco de apoio ao governo indicou João Pedro (PT-AM) --cotado para presidir a comissão--, Ideli Salvatti (PT-SC) e Inácio Arruda (PCdoB-CE). Os suplentes serão Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Delcidio Amaral (PT-MS).

O PTB indicou o senador Fernando Collor (AL) como titular e Gim Argello (DF) como suplente, enquanto o PDT terá Jefferson Praia (AM) como titular.

Já PSDB e DEM, que integram o bloco da minoria, indicaram como titulares Sérgio Guerra (PSDB-PE), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Antonio Carlos Junior (DEM-BA). Os suplentes serão Heráclito Fortes (DEM-PI) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

A comissão tem prazo de 180 dias, renováveis.

(Reportagem de Fernando Exman)

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