Sarkozy receberá Lula em Paris para discutir clima e Rafale

PARIS (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá se encontrar com seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, na tarde de sábado em Paris, na França, para falar sobre o clima e os caças Rafale. Sarkozy receberá Lula às 15h no Palácio do Eliseu e os dois darão uma entrevista coletiva após o encontro. Segundo o governo francês, a reunião será essencialmente consagrada à preparação da Cúpula de Copenhague sobre o clima, que começa em 7 de dezembro.

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Nicolas Sarkozy anunciou em 30 de outubro sua intenção de adotar, junto a Brasil e Alemanha, iniciativas para desbloquear as negociações sobre o seguimento do Protocolo de Kyoto.

O objetivo é colocar na mesa um "documento" suscetível de obter consenso e de tirar a União Europeia de seu isolamento, explicou ele ao Conselho europeu.

Sarkozy disse que achava "muito importante" que a Europa mobilizasse os países pobres, principalmente a África, em torno de uma mesma posição, e constitua com eles, o Brasil e o México, um "eixo" frente à China, Índia e Estados Unidos.

Pessimista sobre a questão das negociações, o ministro francês da Ecologia, Jean-Louis Borloo, se esforçou nos últimos meses a dissociar o caso dos países mais vulneráveis, com a África no topo, da China e da Índia.

Ele propõe, assim, um programa "justiça-clima" com o objetivo de ajudar a África a se tornar "o primeiro produtor de energia renovável do mundo". Esse programa constitui um dos seis pontos de um plano francês para salvar a conferência de Copenhague.

Segundo o governo francês, a cooperação e o aprofundamento da parceria estratégica entre França e Brasil também serão abordados no sábado.

Na visita de Sarkozy a Brasília, no início de setembro, os dois chefes de Estado anunciaram o início de negociações para a aquisição pelo Brasil de 36 caças Rafale da Dassault Aviation.

O presidente da Dassault Aviation, Charles Edelstenne, deu a entender que a implicação de Nicolas Sarkozy tinha permitido descartar os dois aviões concorrentes, o norte-americano F-18 da Boeing e o sueco Gripen da Saab.

Mas o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou, pouco depois da visita de Sarkozy ao Brasil, que o processo de seleção não tinha terminado.

Se o Brasil escolher de fato o Rafale, esse será o primeiro sucesso de exportação da aviação francesa.

Segundo especialistas do setor, a Aeronáutica e a Marinha brasileiras ainda não disseram qual era a decisão, mas devem fazê-lo até o fim do ano.

(Reportagem de Emmanuel Jarry)

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