Sarkozy defende Brasil em assento do Conselho de Segurança da ONU

BRASÍLIA ¿ O presidente da França Nicolas Sarkozy defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU (Organizações das Nações Unidas) e afirmou que é uma questão de justiça a presença do Brasil em um dos assentos permanentes no órgão. ¿É justo que o Brasil tenha um assento permanente no conselho. Trata-se de uma questão de justiça e legitimidade para as Nações Unidas¿, disse nesta segunda (7) durante entrevista coletiva concedida junto com o presidente Lula para anunciar acordos militares entre os dois países.

Christian Baines, repórter em Brasília |

O francês afirmou que deve ser elaborada uma reorganização mundial, em que países emergentes fossem mais ouvidos nos debates. As Nações Unidas devem se reformar. Estamos no século 21, não podemos considerar normal que a África não tenha um país no Conselho de  da ONU. Também não acredito que, eventualmente, em um café da manhã do G8, não possamos convidar o Brasil.

Agência Brasil

Sarkozy e Lula durante o desfile do Dia da Independência em Brasília

Aquecimento global

Em relação à reunião sobre o aquecimento global, que será realizado em dezembro em Copenhagen, na Dinamarca, Sarkozy demonstrou afinidade com o discurso de Lula.

Acredito que se quisermos que o Brasil tenha todo esse papel de defesa do meio ambiente, devemos conceder direitos, e não só deveres. Não podemos dizer aos países emergentes que eles contam menos no centro de governança mundial, mas vão ter que pagar mais.

Para Copenhagen, o tempo trabalha contra nos. A preocupação com o aquecimento global deve ser uma prioridade. (...) Brasil e França teremos um posição comum que levaremos a Copenhagen. É isso que falta ¿ alguém que levante a liderança.

Reunião do G20

O presidente Sarkozy se mostrou muito satisfeito ao dizer que Brasil e França também vão ao encontro do G20, que será realizado neste mês, em Pittsburgh (EUA), com objetivos e propostas semelhantes. Precisamos de mudança. Como não é possível realizar mudanças sozinho, decidimos que iríamos juntos na mesma direção. 

Lula sinalizou que vai defender uma presença mais forte do Estado no encontro, com já vem fazendo em seus discursos no país, ao comentar a postura adotada pelo seu governo durante a crise financeira mundial.

Se o Brasil não quebrou, foi porque o estado voltou a exercer um papel importante. O estado não pode abandonar o papel de indutor do desenvolvimento. Se não existir o estado, as coisas não funcionam como alguns acham que vai funcionar.

Ele ainda defendeu que todos os países do G20 voltem sua atenção para os possíveis problemas que a especulação financeira pode acarretar.

Já ficou claro que o mundo não pode sobreviver a uma terceira onda de especulações, como essa que vivemos, que começou com o sub-prime. (...) Ninguém pode emprestar o que não tem. E que esses empréstimos tragam a produção de algum bem industrial, isto é , que produzam alguma coisa. As instituições precisam emprestar dinheiro para gerar desenvolvimento.

Certamente, eu e Sarkozy vamos para reunião para cobrar para que definitivamente cada país faça sua parte, concluiu Lula.

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