Sargento tem crise nervosa em audiência e acusa Exército de torturá-lo

BRASÍLIA - O sargento Laci Araújo, primeiro gay assumido dentro das Forças Armadas, teve uma crise nervosa e foi retirado da sala de audiências do Superior Tribunal Militar (STM), onde está sendo julgado nesta quinta-feira por crime militar de deserção. Durante a explanação da defesa, Laci começou a chorar e gritou: ¿Eu estou doente, eu sempre estive doente. Vocês são todos palhaços¿.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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A juíza que conduz o caso, Zilah Maria Petersen, pediu calma ao réu e Laci retrucou: Se quiser, mande me prender. Pode mandar me matar. Mandem me torturar. Apontando para a platéia, Laci completou: Os torturadores estão bem aí. Ele foi retirado do local para atendimento médico. O julgamento prossegue sem a sua presença. 

Laci está preso desde 4 de junho após ter assumido em entrevista para a "Rede TV" e para a revista "Época" o namoro com o ex-sargento Fernando Alcântara, que acompanha a sessão desta quinta-feira. Segundo acusação do Ministério Público Militar, Laci faltou ao trabalho no Hospital Geral de Brasília entre 3 e 12 de abril, sem autorização do Exército, caracterizando a deserção. Alcântara acusa o Exército de agir com preconceito. 

O julgamento foi iniciado na última terça-feira, quando a defesa do militar pediu prazo para juntar ao processo laudos médicos que comprovam que Laci sofre de epilepsia. Na ocasião, Alcântara reforçou a acusação de que o companheiro sofre preconceito por ter assumido o relacionamento homossexual.

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