Sargento nega participação da Aeronáutica na Satiagraha

BRASÍLIA - O sargento do serviço de inteligência da Aeronáutica, Idalberto Araújo, negou nesta quinta-feira que tenha participado da operação Satiagraha, tampouco sua instituição. De acordo com ele, seu único contato com o delegado Protógenes Queiroz foi no sentido de oferecer nomes de agentes de inteligência, entre eles o do ex-agente do Serviço Nacional de Informação (SNI), Francisco Ambrósio.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Protógenes me pediu um favor de indicar um analista de inteligência, por isso não precisaria informar aos meus superiores, disse. O delegado nunca me falou quando indiquei o Francisco Ambrósio. Ele nunca falou comigo do que se tratava o assunto [da operação]. Protógenes nunca me chamou para executar nenhum trabalho nessa operação, completou. 

O sargento ainda disse que, como fez apenas um favor para um amigo, não precisou comunicar seus superiores na Aeronáutica. Apesar da versão, o deputado Raul Jungmann disse que, em depoimento, o delegado Protógenes disse que Idalberto participou da operação e sugeriu CPI uma acareação com os dois.

Sobre documentos de operações da Polícia Federal encontrados na casa de Idalberto durante procedimento de busca e apreensão, o sargento não respondeu às perguntas dos deputados. Questionado do porque um oficial da Aeronáutica, com mais de 20 anos de carreira, teria dados sigilosos da PF, Idalberto preferiu no dar explicações.

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