Sargento da Aeronáutica abre sigilo telefônico para CPI dos Grampos

BRASÍLIA - O sargento da Aeronáutica, Idalberto Mathias de Araújo, responsável por apresentar o ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI), Francisco Ambrósio, para o delegado da Polícia Federal (PF), Protógenes Queiroz, abriu mão de seu sigilo telefônico e o colocou à disposição da CPI dos Grampos. Ele liberou seus dados após ser interpelado pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), que buscou esclarecimentos sobre como se deu a apresentação de Ambrósio para Protógenes.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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Alegando que a indicação foi uma "ação entre conhecidos", Idalberto disse que conheceu Protógenes num churrasco e que, no inicio do ano, recebeu um telefonema do delegado pedindo a indicação de um "bom analista de dados", pois teria um trabalho a oferecer.

Protógenes também teria pedido uma indicação ao major da Aeronáutica, Paulo Ribeiro Branco Júnior. Ambos indicaram o ex-agente do SNI, Francisco Ambrósio, que já trabalhou nas Forças Aéreas, tendo sido cedido pelo SNI.

"O que existiu foi que o Protógenes pediu se eu ou o Branco conhecíamos um analista aposentado, falamos que conhecíamos, ele pediu o contato e disse que teria um trabalho. Não especificou que trabalho seria", disse.

Os quatro teriam se encontrado num Cyber Café próximo à sede da PF, onde Protógenes foi apresentado a Ambrósio. A partir daí, disse Idalberto, o delegado e o ex-agente trocaram telefones e iniciaram o trabalho na Operação Satiagraha.

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