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Saramago fala que crise é crime contra humanidade e pode parar de escrever

MADRI ¿ O escritor português José Saramago, vencedor do prêmio Nobel de Literatura, considerou nesta terça-feira que a crise econômica internacional representa um crime financeiro contra a humanidade, durante a apresentação em Madri de seu último livro, A Viagem do Elefante.

Redação com AFP |

"As destruições de empregos provocadas pela crise representam um crime financeiro contra a humanidade, que deveria ser julgada", declarou o escritor durante entrevista à imprensa o escritor. "Conhece-se os responsáveis", acrescentou ele, que se definiu como um "comunista hormonal".

Crise é "crime financeiro contra humanidade" e deve ser julgado, diz Saramago / AP

Além disso, Saramago afirmou que está pensando em parar de escrever e "A Viagem do Elefante", consequentemente, pode ser seu último livro. O motivo, segundo ele, seria a qualidade ¿ o escritor não quer publicar obras que sejam inferiores a seus trabalhos anteriores.
"Tenho 86 anos e estou suficientemente lúcido. (Mas) já não espero escrever muitos livros e se escrevo algum é um milagre", disse.

Nascido na província do Ribatejo, José de Sousa Saramago já publicou mais de 30 obras, entre romances, poesia, ensaios e peças de teatro. Além do Nobel, também recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa.

O escritor, conhecido pelo ateísmo e iberismo, é membro do Partido Comunista Português e foi diretor do Diário de Notícias. Juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Casado com a espanhola Pilar del Río, Saramago vive atualmente em Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

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