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Sarah Jessica Parker faz médica solitária em Smart People

Por Christopher Michaud NOVA YORK (Reuters) - Para Sarah Jessica Parker e Dennis Quaid, a decisão de atuar em Smart People, que estréia nesta sexta-feira nos Estados Unidos, pode parecer uma opção arriscada, em vista do contraste entre suas imagens públicas e seus papéis no filme: médica solitária e professor universitário ranzinza.

Reuters |

Mas os dois acham que a decisão foi inteligente.

Muitos atores temem que, se fizerem papéis que destoam da imagem que o público tem deles, alguns fãs poderão rejeitá-los.

Esse tipo de choque de imagem parece não ter favorecido John Travolta no ano passado, quando representou uma mãe obesa em 'Hairspray -- Em Busca da Fama', nem Kevin Costner, que foi um serial killer em 'Instinto Secreto'.

Em 'Smart People', Parker é uma médica solitária e malcuidada -- algo totalmente diferente do papel que se tornou sua marca registrada, de uma nova-iorquina moderna, antenada com a moda e em busca de amor no seriado 'Sex and the City'.

Dennis Quaid já fez atletas durões, policiais e pais de família em filmes como 'Desafio do Destino', 'Acerto de Contas' e 'Operação Cupido', de modo que seus fãs podem estranhar o papel de um professor universitário gordo e taciturno.

Mas Quaid e Parker disseram à Reuters, em entrevista conjunta, que seus papéis em 'Smart People' foram um desafio criativo, útil para mantê-los 'afiados'.

Essa estratégia já funcionou bem para Quaid no passado. O papel de gay casado e não assumido em 'Longe do Paraíso' (2003) lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator e marcou uma virada crítica em sua carreira.

Em 'Smart People', Quaid é Lawrence Wetherhold, um professor universitário que dá bronca em estudantes cujos nomes com frequência não consegue recordar. Desde a morte de sua mulher, ele parece arrastar-se pela vida, cego para o mundo que o cerca.

Mas quando conhece Janet Hartigan (Parker), uma médica de pronto-socorro que fala pouco e é dedicada ao trabalho, uma faísca de emoção se reacende, e eles iniciam uma relação repleta de altos e baixos.

O filme estreou no festival de cinema Sundance este ano e já vem sendo visto como possível candidato ao Oscar, principalmente pelo olhar realista que lança sobre os relacionamentos e a fragilidade humana.

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