A cidade de São Paulo ganha hoje um novo Centro de Referência para a Saúde da Mulher. A Prefeitura vai ampliar os serviços voltados à população feminina, desde o nascimento até a menopausa, no Hospital Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte.

Entre os novos procedimentos que serão oferecidos a partir de hoje, está a fertilização in vitro, técnica ainda escassa no Sistema Único de Saúde (SUS).

O novo laboratório de reprodução humana entra para o grupo de hospitais credenciados no Ministério da Saúde para o serviço gratuito. Hoje, há cinco unidades no Brasil, três na Estado. A pouca oferta, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, faz com que as filas cheguem a até 5 anos de espera. "É dever do poder público atender essa demanda. Planejamento familiar não é só em camisinha e pílula. Também precisa contemplar casais inférteis", afirma o presidente da sociedade, Dirceu Pereira.

Assumpto Iaconelli, diretor do Brasil da Rede Latino Americana de Reprodução Assistida, reforça a importância. "Nas clínicas particulares, cada tentativa custa em média R$ 15 mil. Ampliar o acesso no SUS é democratizar o serviço."

Novas tecnologias - O laboratório do Cachoeirinha terá capacidade para 30 pacientes por mês, todos encaminhados por Unidades Básicas de Saúde (UBS). Além da inseminação artificial, a maternidade passa a oferecer sete leitos de UTI para gestantes de alto risco, um novo ambulatório de medicina fetal - criado para identificar doenças no bebê quando ainda está no útero da mãe - e também uma nova rede de radioterapia para vítimas de câncer de mama, com um equipamento ainda inédito em hospitais públicos do País. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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