São Paulo tem janeiro mais chuvoso da história

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo encerra neste domingo o mês mais chuvoso de sua história, segundo a Defesa Civil. Os dados recolhidos pela Universidade de São Paulo (USP) desde os anos 1930 e pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) desde 1996 coincidem ao apontar que nunca antes choveu tanto sobre São Paulo em um único mês. Foram 12 mortos na capital por causa das chuvas neste verão. Em todo o Estado, 68 pessoas morreram.

iG São Paulo com EFE |

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    Técnicos da estação meteorológica do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP na zona norte da cidade confirmaram que neste mês já foram superados os 628,9 milímetros, muito acima do recorde anterior, registrado em 1989 (424,9 milímetros).

    Os números de janeiro são ainda muito superiores à média histórica para o mês na estação, que ronda 220 milímetros.

    Um especialista em análise de riscos do CGE, ligado à Prefeitura da capital, também disse que a média nas 31 estações espalhadas pela cidade é, até o momento, de 459 milímetros. Segundo o CGE, a marca anterior para um mês de janeiro estava nos 318,8 milímetros, registrados em 1999.

    São Paulo vive uma série de dias chuvosos que praticamente não é interrompida desde 23 de dezembro.

    Inmet

    Até a noite do sábado, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), havia registrado uma média de 480.5 milímetros. O instituito faz a medição desde 1943 e, desde o ano de 1947, não registrava índices tão altos em janeiro, quando choveu 481,4 milímetros em São Paulo.

    A média oficial do Inmet para o mês de janeiro só será fechada na manhã de segunda-feira, mas, se a cidade tiver registrado apenas mais 1 milímetro de águas neste domingo (cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado), 2010 ficará para a história como o ano em que mais choveu no mês de janeiro na cidade de São Paulo.

    Em todo o Estado

    Com este domingo, em que a cidade mais uma vez ficou em estado de atenção por causa do temporal, são 40 dias consecutivos de chuva em São Paulo. Uma contagem que pode ser traduzida por prejuízo e dor. Desde 1º de dezembro do ano passado, quando começou a Operação Verão, a Defesa Civil já registrou 68 mortes no Estado por causa das chuvas (uma ocorrência registrada em Cunha, no dia 26, está sob avaliação do órgão). O número é quase três vezes mais que nos quatro meses da temporada passada. Entre dezembro de 2008 e abril de 2009 foram 24 vítimas.

    Entre as 68 mortes, 45 teriam sido provocadas por desabamentos e deslizamentos; e 8, por raios. E 15 pessoas morreram afogadas ou arrastadas por enxurradas. Sete das 12 pessoas que morreram na capital paulista, neste verão, moravam em áreas consideradas de risco pela Defesa Civil e morreram soterradas em suas próprias casas.

    Neste período, uma série de ocorrências - ainda difícil de converter o quanto representa em perda para a cidade ¿ foi registrada. Foram casas destruídas, desmoronamento de terras, estradas bloqueadas e alagamentos que ainda deixam pessoas e cidades praticamente ilhadas. A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), por exemplo, calcula um prejuízo de pelo menos R$ 15 milhões provocado pelas enchentes.

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