São Paulo registra recorde de alagamento de ruas em 2009

Em ano de muita chuva, a quantidade de ocorrências de alagamento pelas ruas de São Paulo no ano passado foi a maior registrada desde 2004, quando o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) começou a apontar os casos na capital paulista.

Agência Estado |

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Alagamento registrado no fim do ano nas marginais

Alagamento registrado no fim do ano nas marginais

De acordo com levantamento feito pelo Portal Estadão, foram 1.422 ocorrências de alagamento em todo o ano que passou, número 62% acima do registrado em 2008 e 13% maior do que o total de 2005, segundo ano com a maior quantidade de registros de alagamentos.

Foi a primeira vez nos últimos seis anos que São Paulo sofreu com alagamentos em todos os meses do ano, inclusive nos mais secos, como junho, julho e agosto. Os pontos de alagamentos servem como indicadores de, entre outra coisas, problemas relacionados à drenagem dos rios que cortam a cidade.

A quantidade de chuva ao longo do ano passado, que teve o 5º maior índice pluviométrico desde 1943, ano em que Instituto de Meteorologia (Inmet) começou a fazer os registros, é um dos fatores que ajudaram a aumentar os transtornos nas ruas. Choveu 2.017,3 mililitros, valor 21% maior do que a chuva do ano anterior.

"A cidade cresceu muito nos últimos anos e se impermeabilizou. A estrutura das galerias e canais que formam as diversas bacias da capital precisam ser reformadas e repensadas. É o que estamos fazendo", afirma o secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), Marcos Rodrigues Penido.

Estrutura

O jornal O Estado de S. Paulo mostrou ao secretário 30 cruzamentos, ruas e avenidas da capital que aparecem com mais frequência nos registros de alagamentos do CGE. Pelo menos em 23 dos 30 pontos onde os registros de alagamentos são mais recorrentes, a causa está relacionada à falta de infraestrutura adequada para conter as águas das diferentes bacias hidrográficas de afluentes do Rio Tietê que agem nessas regiões, segundo análise da Siurb.

Somente dois pontos avaliados pela secretaria enchem em decorrência da falta de manutenção, como limpezas de córregos e de bocas de lobo. "A solução é intervir nessas bacias, estudando cada caso separadamente. Podem ser piscinões para armazenar as águas e evitar que cheguem em volumes elevados aos rios mais baixos ou fazer parques lineares para diminuir a impermeabilização do solo", diz Penido. A Prefeitura afirma que já está intervindo em 9 das 26 principais bacias dos Rios Pinheiros e Tietê.

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