São Paulo recebe mostras de Vik Muniz, Léger e fotos da coleção Auer

SÃO PAULO - No MASP, uma mostra celebra os vinte anos de carreira do artista plástico brasileiro Vik Muniz. Na Pinacoteca, estão expostos trabalhos do pintor cubista Fernand Léger. No MAM, o público pode ver diversas fotografias experimentais da coleção de Michel e Michèle Auer. É uma relação para admirar de artes nenhum botar defeito - e tudo está em cartaz em São Paulo.

Redação |


A caçula do trio é a mostra dedicada a Vik Muniz, que abriu as portas ao público nesta sexta-feira (24), no MASP (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista. É a mesma exposição que reuniu 48 mil pessoas enquanto esteve no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e que faz um retrospecto dos vinte anos de carreira do artista plástico brasileiro de 47 anos.

Radicado nos Estados Unidos, Muniz fez fama com as fotos de obras feitas com materiais como calda de chocolate e macarrão com molho de tomate. No total, são 131 obras. Em entrevista ao repórter especial do iG Maurício Stycer, o artista fez questão de ressaltar que busca o diálogo com o público . Fico feliz quando o Ferreira Gullar escreve sobre o meu trabalho, mas fico tão feliz quanto quando o barbeiro gosta.

Reprodução
"Tapeçaria" (1961), de
Fernand Léger

Outro destaque do roteiro de artes plásticas da capital paulista é a mostra dedicada ao pintor francês Fernand Léger, em cartaz na Pinacoteca do Estado, ao lado da Estação da Luz. Um dos principais nomes do cubismo e influência marcante para o modernismo brasileiro, Léger tem 50 obras expostas no museu. A exposição abriu oficialmente a programação do Ano da França no Brasil em São Paulo, há duas semanas.

"É um artista mais simpático ao brasileiro. Quando o País estava em busca de uma identidade nacional, o traço dele encaixou como uma luva", explicou a curadora adjunta, Regina Teixeira de Barros, em entrevista ao iG. Sua influência pode ser sentida, por exemplo, na obra de Tarsila de Amaral, inclusive em sua pintura mais famosa, "O Abaporu".

A outra grande exposição em cartaz em São Paulo é "Olhar e Fingir", que reúne quase 270 fotografias retiradas do maior acervo particular do mundo no Museu de Arte Moderna (MAM), no Parque do Ibirapuera. Dentre as 50 mil imagens dos colecionadores Michel e Michèle Auer, os curadores escolheram obras de artistas transgressores como Brassaï e Man Ray. A mostra também faz parte do Ano da França no Brasil.

Divulgação
"Main aux yeux", de Pierre Jahan
Dentre os clássicos expostos, destacam-se obras de artistas como Man Ray, Margaret Cameron, Cartier-Bresson e o brasileiro Geraldo de Barros ¿ "um dos mais iconoclastas", segundo o curador Eder Chiodetto. Entre as peças raras, há daguerreótipos (primeiras formas de captação de imagem), vistas estereoscópicas em três dimensões e um calótipo (exemplar do processo positivo/negativo desenvolvido por William Henry Fox Talbot) da década de 1850. Com certeza, vai ser uma grande alegria para os visitantes, diz Chiodetto.

"Vik"
De 24 de abril a 12 de julho, de terça a domingo, das 11h às 18h
Museu de Arte de São Paulo
Avenida Paulista, 1.578. Telefone: (011) 3251-5644.
R$ 15 (às terças, a entrada é franca)

"Fernand Léger: Amizades e Relações Brasileiras"
De 4 de abril a 7 junho, de terça a domingo, das 10h às 18h
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 2. Telefone: (011) 3324-1000
R$ 4 (aos sábados, a entrada é franca)

"Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer"
De 23 de abril a 27 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 17h
Museu de Arte Moderna
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº. Telefone: (11) 5085-1300
Ingresso: R$ 5,50 (aos domingos, a entrada é franca)

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