São Paulo pagou R$ 19 mi mas não recebeu ônibus do Fura-Fila

SÃO PAULO - A São Paulo Transporte (SPTrans) pagou R$ 19,2 milhões, entre 2003 e 2004, para a Fundação Valeparaibano de Ensino (FVE) desenvolver uma ¿frota inteligente¿ de 15 ônibus. Os veículos seriam usados no corredor exclusivo do Fura-Fila, que se tornou ¿Paulistão¿ na gestão de Marta Suplicy (PT) e foi rebatizado de Expresso Tiradentes pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). Passados seis anos, nenhum veículo foi entregue à população.

Agência Estado |

Segundo o atual secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, o contrato, cujo valor atualizado é de R$ 27,02 milhões, foi suspenso em julho, após a instituição não justificar a execução do projeto.

Seis meses depois, o convênio foi extinto. O governo estuda pedir o ressarcimento dos valores pagos. A FVE informa que entregará quatro ônibus, o que não fez à época porque dependia da conclusão da via elevada, e acusa tanto a gestão anterior quanto a atual de abandonarem o projeto.

O convênio feito sem licitação com a FVE foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e chegou a ser contestado pelo Ministério Público Estadual em 2006.

Segundo o físico Antonio de Souza Teixeira, que afirma estar à frente do projeto pela instituição, a Prefeitura demorou para entregar a via elevada que permitiria a finalização do sistema de trilhos magnéticos no corredor. A assessoria da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) informou que a contratação da Fundação Valeparaibana ocorreu rigorosamente dentro da lei. Segundo a assessoria da ex-prefeita, houve o recebimento de tecnologia e a previsão era de o projeto continuar em andamento após 2004. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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