A partir desta terça-feira, a rede estadual de saúde de São Paulo passa a contar com um serviço de diagnóstico por imagem em que o exame é enviado por ondas de rádio e analisado em um computador de alta definição.

O Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem é o primeiro desse tipo na América Latina e tem como objetivo agilizar a realização e entrega dos laudos de exames como tomografias, ressonâncias, raios-x ou mamografia.

Com investimento de R$ 12 milhões, aplicados pelo governo estadual em parceria com o Hospital Santa Catarina, o sistema permite que o paciente realize o exame no hospital, onde as imagens, em vez de serem reveladas ou impressas, são digitalizadas e armazenadas num computador, que as envia por ondas de rádio para a sede do serviço de diagnóstico.

O secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas, diz que o tempo de envio não passará dos 30 segundos. Na sede, o exame é recebido por um dos especialistas, que faz a análise num computador de US$ 50 mil dólares, escreve o laudo e o reenvia para o médico que pediu o exame. A promessa que é a de que o processo não dure mais do que meia hora. Com o novo serviço, os exames ficam arquivados em computadores e podem ser consultados com facilidade pelo médico.

Menos gastos

Barradas diz que, com o tempo, o gasto será diluído. A redução no número de papéis filme para exames vai cair em 80% com a digitalização das imagens. O novo método também corta gastos na revelação dessas chapas.

A rede, que funcionou no último mês em caráter de testes, receberá cerca de 1,5 mil exames por dia - ou 45 mil por mês. Eles virão dos hospitais estaduais do Grajaú e Pedreira, na capital paulista, Itapevi, na Grande São Paulo, além de cinco unidades do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e do Centro de Referência do Idoso da Zona Norte. Mas, a partir do mês que vem, com a inclusão do Hospital do Mandaqui, o número de exames mensais vai subir para 90 mil por mês.

Segundo Barradas, em dois anos, cerca de 50 hospitais estaduais deverão estar integrados à rede - inclusive hospitais do interior. Alguns são antigos e têm aparelhos que precisarão ser trocados para termos imagens digitais, diz o secretário.

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