São Paulo faz buscas a ônibus que derrubou cobertura de ponto e matou uma pessoa

A São Paulo Transporte S.A. (SPTrans) tenta usar informações do sistema de localização dos ônibus via GPS para identificar o veículo que bateu em um ponto de ônibus na altura do número 170 da Avenida Francisco Morato, zona oeste de São Paulo, provocando a morte de Ramiro Rodrigues Janes, de 51 anos, e ferindo a estudante Monique Venâncio Teixeira, de 18 anos, na noite de domingo (3).

Agência Estado |

Eles foram atingidos pelo abrigo de concreto que cedeu após a colisão. Se for identificado, o motorista do ônibus poderá responder pelos crimes de homicídio culposo, lesão corporal grave e desabamento, além de ser afastado da função.

Em 30 de dezembro, um acidente idêntico havia ocorrido no mesmo local. Naquele dia, um ônibus intermunicipal bateu na traseira de um coletivo municipal, abalando a pilastra do abrigo. Na ocasião, segundo a Prefeitura, esse trecho foi interditado por cavaletes e faixas, mas elas foram retiradas sem que se saiba por quem.

Monique quebrou uma perna e foi internada no Hospital das Clínicas. O estado de saúde dela, que é da cidade de Bauru, é bom. Ela estava no ponto com a avó, que não se feriu. Ao delegado plantonista do 34º Distrito Policial (DP), do Morumbi, Ferreira Neto, que ouviu a garota no hospital, Monique contou que o ônibus que derrubou a pilastra é de cor laranja.

Perícia

Técnicos do Instituto de Criminalística (IC) fizeram ontem uma perícia no local do acidente. Segundo a assessoria da SPTrans, o ônibus descrito pela vítima tanto pode ser um coletivo do sistema operado pela Prefeitura quanto um fretado.

Ontem, fiscais da SPTrans percorreram diversas garagens para tentar identificar algum veículo danificado. As buscas vão continuar hoje. Em nota, a SPTrans afirmou lamentar o acidente e disse que procurou as famílias das vítimas para oferecer apoio. Uma sindicância investiga as causas do ocorrido. A SPTrans disse que determinou o aperfeiçoamento dos procedimentos de interdição de equipamentos (pontos, abrigos, corredores e terminais) que ofereçam qualquer tipo de risco aos usuários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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