São Paulo economiza R$ 17 milhões com lei seca

O governo de São Paulo anunciou ontem que a adoção da lei seca resultou em economia de, ao menos, R$ 17 milhões aos cofres do sistema de saúde. O dinheiro poupado com a redução de atendimentos de vítimas de trânsito será revertido neste ano na criação de um hospital público que ofereça fisioterapia, tratamento e reabilitação para acidentados, uma das demandas resultantes da chamada “epidemia” de colisões no tráfego.

Agência Estado |

A legislação que aumentou o rigor das penas aos motoristas embriagados faz um ano amanhã. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, em 30 hospitais da capital e da Grande São Paulo houve redução de 18,9% no número de vítimas do trânsito, o que representa 1.440 pacientes a menos por mês. Entre 19 de junho de 2008 e o início deste mês, foram 75.175 atendimentos de acidentes automobilísticos, quedas de moto ou atropelamentos, ante 92.741 no intervalo de junho de 2007 a junho do ano passado.

Os R$ 46,5 mil, em média, que deixaram de ser gastos por dia eram usados para tratar as sequelas mais leves das colisões - exames de raios X, escoriações, curativos e consultas com especialistas. “Esses recursos ajudarão o governo do Estado a criar e instalar ainda neste ano o mais moderno hospital de reabilitação de pacientes com sequelas físicas e neurológicas, como os amputados e as vítimas de paralisia cerebral, paraplegias e tetraplegia do País”, prometeu o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas. O endereço da nova unidade não foi divulgado nem o número de leitos definido.

A implementação de um serviço de reabilitação serve para sanar um dos gargalos do sistema de saúde pública. Estudos anteriores já evidenciaram a íntima relação entre bebida alcoólica e acidentes - uma pesquisa da USP dizia que 35% dos motoristas mortos no trânsito estavam embriagados. Otaliba Libanio de Neto, diretor de departamento do Ministério da Saúde, ressalta que a adoção da lei seca tinha o foco imediato em reduzir as vidas perdidas após a mistura do álcool e volante. “O impacto na queda de internações e custos foi secundário. Apesar de ser desejável.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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