São Paulo define regras para rodízio de caminhões e restrição de descarga

SÃO PAULO ¿ O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou, na manhã desta sexta-feira, as novas regras para tráfego de caminhões na capital. O rodízio municipal de veículos vai passar a valer também para caminhões e a área de restrição de carga e descarga passará de 25km para 100 km quadrados, abrangrendo o centro expandido da capital com exceção da avenida dos Bandeirantes, marginais e zona cerealista, região do centro da cidade especializada no comércio de cereais.

Gregório Russo, repórter do Último Segundo |

As medidas entrarão em vigor 45 dias após ser publicada no Diário Oficial. Kassab disse também que será criada uma comissão para analisar possíveis excessões, como caminhões de mudança e betoneiras. "Não podemos mudar o ritmo da construção civil", afirmou.

De acordo com o prefeito, a medida irá reduzir em aproximadamente 20% o número de caminhões nas ruas das 7h às 10h e das 17h às 20h. Kassab afirmou que cerca de 400 mil caminhões trafegam pela cidade neste intervalo, somente nas marginais são 250 mil.

O setor de transporte de cargas não está satisfeito com a possível restrição e afirmou, na quinta-feira, que vai pedir a interferência do Congresso Nacional para evitar que o rodízio atinja os caminhões.

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) fez um pedido de audiência com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e os representantes pretendem chegar a Brasília na próxima semana.

"A idéia de ampliar o rodízio e incluir os caminhões me parece apenas uma cópia daquilo que não tem sido suficiente para sanar o problema do trânsito na cidade. Além disso, é preciso avaliar os impactos econômicos dessa decisão", disse Chinaglia. Apesar disso, ele admite que precisa ouvir todos os argumentos para se posicionar de forma definitiva sobre o assunto.

Pacote para reduzir o congestionamento

As proibições divulgadas nesta sexta-feira pelo prefeito fazem parte de um pacote de ações que o secretário municipal de transportes, Alexandre de Morais, tornou público no dia 19 de março. Segundo ele, as medidas estavam sendo estudadas há pelo menos seis meses e não são consideradas emergenciais. Todas as ações devem ser implantas em um prazo de até 90 dias. São elas:

  • Criação de 175 rotas alternativas: saiba quais são (em pdf)
  • Proibição de estacionamento de caminhões: saiba onde (em pdf)
  • 19 obras em zonas críticas: veja quais as obras (em pdf)
  • Recuperação de sete corredores de ônibus;
  • Retirada de 167 lombadas e valetas de vários pontos da cidade

    Novo recorde

    Na noite de ontem, São Paulo superou mais uma vez os índices e bateu um novo recorde deste ano para o período da noite. Às 19 horas, as vias da capital paulista acumulavam 229 quilômetros de lentidão, o equivalente a 27,5% dos 835 quilômetros monitorados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A média para o horário é de 23,3%.

    Segundo a CET, o trânsito foi causado pelo excesso de veículos e pela chuva, que causou 20 pontos de alagamento - três deles em situação intransitável. Um acidente que ocorreu à tarde na pista expressa da Marginal do Tietê, na altura da Ponte Júlio de Mesquita Neto, no sentido Rodovia Castelo Branco, contribuiu para piorar a situação do motorista.

    Um caminhão-tanque tombou na via após se chocar com três carros e uma motocicleta. A carga de óleo vegetal transportada caiu na pista. Das quatro faixas da marginal, duas ficaram interditadas durante toda a tarde. Já a chuva causou 20 pontos de alagamento na capital - três deles em situação intransitável.

    (Com informações da Agência Estado)

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