São Paulo adia aulas de 6,7 mi por H1N1; mortos são 56 no país

Por Hugo Bachega SÃO PAULO (Reuters) - O reinício das aulas de cerca de 6,7 milhões de alunos no Estado de São Paulo foi adiado nesta terça-feira como tentativa de combater a disseminação do vírus H1N1, que já matou 56 pessoas no país.

Reuters |

Nesta terça-feira, o Estado da Paraíba confirmou a primeira morte causada pela nova gripe na região Nordeste do Brasil, enquanto São Paulo e Rio Grande do Sul registraram mais 10 mortes.

Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Educação adiou o reinício das aulas de toda a rede para 17 de agosto. As escolas que já haviam retomado suas atividades deverão suspendê-las, informou o órgão em nota. Cerca de 5,5 milhões de alunos serão afetados.

Segundo comunicado da secretaria, a decisão foi tomada "para tentar reduzir a transmissão do vírus influenza A H1N1".

A medida também inclui as universidades estaduais USP, Unesp e Unicamp e afeta aproximadamente 100 mil estudantes destas instituições.

A capital paulista também determinou a prorrogação do recesso escolar da rede municipal. Cerca de 1,1 milhão de alunos retornarão às aulas apenas no dia 17 de agosto, informou a Secretaria de Educação do município.

Outras cidades paulistas afetadas pela doença já haviam decidido pelo adiamento do retorno às aulas.

O Ministério da Saúde recomendou aos alunos com sintomas de gripe que evitem retornar às aulas até estarem totalmente recuperados.

Outros Estados com registros de morte pela gripe -- Rio Grande do Sul (19 vítimas), Rio de Janeiro (cinco), Paraná (quatro) e Paraíba (uma) -- não fizeram restrições para o reinício do semestre letivo até o momento.

MORTE NO NORDESTE

Em João Pessoa (PB), um estudante de 31 anos foi a primeira vítima fatal do H1N1 fora das regiões Sul e Sudeste. O paciente foi internado no dia 22 e morreu nesta terça-feira de manhã, informou a Secretaria Estadual de Saúde.

De acordo com o órgão, a vítima pertencia ao chamado grupo de risco --gestantes, obesos ou com doenças anteriores ou em tratamento.

No Estado de São Paulo, a Secretaria de Saúde confirmou outras sete mortes em decorrência do novo vírus. O Estado já registra 27 mortes pela nova doença.

No Rio Grande do Sul foram registradas três novas mortes. São 19 óbitos no Estado gaúcho.

Duas vítimas foram no município de Caxias do Sul --uma mulher de 18 anos, portadora de pneumopatia crônica, morta no dia 20 de julho, e um homem de 62 anos, com problemas cardíacos, que faleceu no dia 25.

Em Uruguaiana, um homem de 45 anos morreu no dia 27, informou a Secretaria Estadual de Saúde em nota. Foi a quinta morte na cidade.

Nesta terça-feira, foram proibidas reuniões em locais públicos ou de uso coletivo no município, que já havia declarado situação de emergência pela nova gripe.

"Estamos suspendendo até os cultos religiosos. (O decreto) não pode levar ao pânico, mas (a situação) é muito séria, afirmou à Reuters por telefone o prefeito, Sanchotene Felice (PSDB).

"Estamos vivendo momentos de preocupação", afirmou.

O município, na fronteira com a Argentina e o Uruguai, também adiou a volta às aulas para 13 de agosto.

(Edição de Pedro Fonseca)

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