São José do Rio Preto revisa prejuízos para R$ 40 milhões por chuva

O prefeito de São José do Rio Preto (SP), Waldomiro Lopes (PSB), fez uma revisão da estimativa de prejuízos causados pela chuva desta madrugada na cidade, e baixou a previsão para R$ 40 milhões.

Agência Estado |

A estimativa preliminar era de R$ 70 milhões. A cidade decretou situação de emergência hoje. Duas pessoas morreram.

Sérgio Menezes/Diário da Região/AE
Carro arrastado pela enchente na avenida Bady Bassitt
A chuva, que em três horas atingiu 130 milímetros - metade de todo o mês de janeiro, e 20 vezes mais que todo o registrado em janeiro de 2009 -, foi suficiente para arrastar pontes, carros, orelhões e destruir bancas de revistas, inundar lojas, abrir buracos nas principais avenidas da cidade e causar interrupção no fornecimento de água em vários bairros.

O soldado do corpo de bombeiros Luciano Rodrigues de Souza, de 24 anos, morreu quando tentava resgatar uma mulher que estava sobre o veículo na avenida Bady Bassit na região central da cidade, uma das mais atingidas pelo temporal. A corda do militar se rompeu e ele foi arrastado pela correnteza. Colegas tentaram reanimá-lo e conseguiram levá-lo para o hospital, mas ele não resistiu.

Na avenida Philadelpho Gouvea Netto, o aposentado Lucas Carvalho, de 75 anos, foi pego de surpresa e se afogou quando tentativa sair do carro arrastado pela correnteza pelo porta-malas.

Falta de água

O prefeito pediu aos moradores para economizar água porque as bombas da estação, que trata a água da represa responsável pelo abastecimento de 34% da cidade, ficaram submersas.

"Ainda não temos a dimensão desses estragos, mas já sabemos que o bombeamento de água para alguns bairros está prejudicado", disse o prefeito no início da tarde.

Além da falta de água, moradores de alguns bairros também correm risco de ficar sem energia e telefone por causa da queda de postes e de estruturas que suportam cabos de distribuição.

O prefeito também disse que os estragos na estrutura viária foram tantos que a Prefeitura precisará de dois ou três dias para colocar o trânsito em ordem.

Mau tempo

A expectativa de novas chuvas também preocupa a Defesa Civil, que está pedindo aos moradores curiosos para não parar nos locais atingidos. "Não podemos ficar cuidando de curiosos, há muito trabalho a ser feito", disse José Carlos Sé, coordenador da Defesa Civil.

Segundo ele, outra preocupação era com a chegada de mais chuva, prevista nos boletins meteorológicos. "Os rios e córregos estão no limite e se chover mais não haverá vazão para tanta água", disse.

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