Santoro diz que foi inesquecível interpretar Raúl Castro

Madri, 2 set (EFE).- O ator Rodrigo Santoro considerou uma experiência inesquecível interpretar Raúl Castro, irmão de Fidel, em El Argentino e Guerrilha, filmes do diretor americano Steven Soderbergh que mostram a vida do revolucionário Ernesto Che Guevara.

EFE |

"Foi uma honra fazer esse filme e interpretar um personagem dessa importância", disse Santoro em entrevista à Agência Efe na apresentação do filme na Espanha, onde estreará na próxima sexta-feira.

O ator passou dois meses em Cuba fazendo pesquisas sobre a vida do atual presidente cubano para poder interpretá-lo.

"Durante esse tempo, conheci Cuba de uma forma especial", comentou.

O filme foi dividido em duas partes, a primeira trata do momento histórico em que Che, Fidel e outros cubanos exilados invadem a ilha caribenha em 1956 e destituem o ditador Fulgêncio Batista. A segunda parte, porém, narra a viagem de Che a Nova York, quando ele discursou na ONU e viu crescer o mito em torno de sua figura.

No Brasil, a primeira parte do longa não tem data certa para estrear, mas, de acordo com a distribuidora Europa Filmes, deve ser nos primeiros meses de 2009.

O ator porto-riquenho Benicio del Toro, intérprete de Che, que assim como Santoro esteve hoje em Madri para promover "El Argentino", elogiou a figura de lutador de seu personagem.

Ele contou sua experiência na hora de dar vida ao revolucionário argentino, cuja figura estudou durante anos para poder interpretá-lo.

"O Che era um homem coerente, como se pode ler no diário que escreveu durante seus anos na Bolívia, mas o que mais me chamou a atenção foi sua energia e sua força", afirmou à imprensa o ator, que ressaltou que não pretendeu "ser" Guevara, mas "Benicio fazendo Che".

"El Argentino" conta os anos que vão desde que Che Guevara conhece Fidel Castro no México, passando pela viagem dos dois a Cuba, a participação na revolução e, finalmente, mostra como eles conseguem tomar o controle de Havana.

Mais adiante, estreará "Guerrilha", filme que, segundo Del Toro, é praticamente baseado "no diário escrito (pelo Che) na Bolívia e que termina nos últimos anos de sua vida". EFE nac/ab/rr

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