Sanofi-aventis suspende venda do remédio Acomplia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve publicar na próxima terça-feira uma resolução suspendendo o uso e o comércio do Acomplia, remédio usado no tratamento da obesidade. A multinacional de medicamentos Sanofi-aventis suspendeu temporariamente, em todos os países onde atua, a comercialização do Acomplia (rimonabanto), com base em decisão da Agência Européia de Medicamentos (Emea), que recomendou a interrupção da venda do produto.

Agência Estado |

Em todo o mundo, são 700 mil usuários do medicamento. No Brasil, são 30 mil.

Segundo a Emea, estudos mostraram que dobrou o risco dos pacientes que usaram o Acomplia de desenvolver algum problema psiquiátrico, se comparados aos que não usavam. De acordo com a Anvisa, os pacientes que tomam o remédio devem procurar seus médicos para obter orientação. A agência também pede que todos os possíveis casos de reação adversa causada pelo medicamento sejam notificados.

Usado com certo sucesso no tratamento de pacientes obesos desde que foi lançado, em 2006, e desde 2008 no Brasil, o Acomplia não teve problemas durante os estudos clínicos, quando é testado em um número reduzido de pacientes.

O Acomplia funciona como inibidor do receptor canabinóide. Ou seja, ao contrário da maconha, que ativa o receptor e causa fome compulsiva, o remédio inibe o apetite. Também reduz o colesterol. Mas os estudos da Emea, conduzidos por um painel de especialistas, detectaram problemas que levaram à reavaliação do produto.

O médico Sérgio Graff, especialista em medicamentos, diz que a suspensão não é motivo de pânico. “Quem já tomou e não passou mal, não precisa se preocupar. Quem está tomando seguindo a prescrição médica também pode ficar tranqüilo.” O problema, segundo ele, é que muitas pessoas estavam tomando o Acomplia sem prescrição médica, por conta própria. Os efeitos colaterais podem ser causados quando o remédio é usado em casos não prescritos ou por menos tempo que o necessário. As informações são do Jornal da Tarde.

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