Sanguessugas: MPF propõe duas ações por improbidade

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou hoje que ingressou na Justiça com duas ações de improbidade administrativa contra acusados de envolvimento na máfia dos sanguessugas. O esquema, desarticulado em 2006 pela Polícia Federal (PF), consistia no desvio de recursos da União destinados à compra de ambulâncias.

Agência Estado |

Segundo o MPF, uma ação é contra o prefeito de Lizarda, José Alvino de Araújo Souza, e a outra tem como alvo Eder Luiz Lourenço da Rocha, ex-prefeito de Ponte Alta do Bom Jesus, ambos municípios de Tocantins.

Segundo o MPF, a licitação de um convênio firmado em 2004, em Lizarda, foi vencida pela empresa Klass Comércio e Representação, supostamente pertencente à família Vedoin. Em Ponte Alta, duas empresas suspeitas de envolvimento com a máfia ganharam, em 2002, licitações para fornecer uma ambulância e um gabinete. Nos dois municípios, de acordo com MPF, houve a constatação de irregularidades nos processos licitatórios.

Nas ações, o MPF pede que Souza e Rocha sejam condenados a ressarcir os cofres públicos em R$ 81 mil e R$ 72 mil, respectivamente. Além disso, solicita a suspensão de direitos políticos por até dez anos, perda de função pública e proibição de receber benefícios e contratar com o poder público.

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