Sangue doado é desperdiçado em hemocentros de SP e MG

Falhas no armazenamento de sangue em hemocentros de São Paulo e Minas Gerais causaram perde de matéria-prima suficiente para produzir o equivalente a US$ 6,82 milhões em hemoderivados. Os produtos - 260 mil bolsas de plasma - estavam estocados para ser enviados ao exterior, processados e convertidos em fator 8, fator 9, hemoglobulina e albumina.

Agência Estado |

A empresa responsável pela operação, a francesa LFB, contratada por R$ 50 milhões pelo Ministério da Saúde, recusou-se a usar o plasma estocado nos dois hemocentros, o da Fundação Pró-Sangue de SP e de BH, alegando uma série de incorreções: quantidade excessiva de caixas nos armazéns, o que impedia a boa refrigeração, falhas na limpeza, poeira e fungos.

A empresa iniciou as vistorias nos hemocentros brasileiros no início do ano. O Ministério da Saúde, no entanto, afirma que somente em julho recebeu o alerta sobre o problema nos hemocentros de Minas e de São Paulo. Uma vistoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi encomendada e confirmou o problema. O plasma - o equivalente ao que é coletado durante um ano e meio em todo o País - não serve mais para produzir fator 8 e fator 9.

“O que se perdeu equivale ao suficiente para abastecer o País durante uma semana”, afirmou Alberto Beltrame, diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde. Ele observa, porém, que o produto mais caro, a imunoglobulina, foi preservado. O procurador no Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Eduardo Vries Marsico, ingressou esta semana com representação para apurar o caso no tribunal. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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