Salman Rushdie lança seu novo romance em Barcelona

O escritor Salman Rushdie lançou nesta quarta-feira, em Barcelona, seu mais novo romance, A encantadora de Florença, que conta a história de uma princesa esquecida e de um imperador poderoso e apaixonado por uma mulher imaginária, numa trama ambientada no final do século XVI.

AFP |

Segundo o polêmico autor de "Versos Satânicos", "A encantadora de Florença" é uma mistura de história e fábula como "Os filhos da meia-noite", centrada num período rico no Oriente e Ocidente, em que foram feitas muitas viagens da Europa à Índia, das quais as mulheres nunca participavam.

Quando um estrangeiro chega à corte de Akbar, o Grande, imperador do Imério mongol na fastuosa cidade de Fatehpur Sikri, ele se apresenta como o portador de um segredo capaz de "atrair a maior das fortunas ou custar a vida": a história de uma mulher misteriosa, dona de uma beleza cativante e versada nas artes do encantamento e da bruxaria, e de sua viagem impossível à distante Florença.

"Escrever este livro me permitiu examinar o início das relações entre dois mundos", explicou o escritor, que teve uma pena de morte decretada pelo regime iraniano por causa de seu "Versos satânicos".

"Examinar esse passado te leva a compreender o que aconteceu posteriormente", acrescentou.

Rushdie afirmou seu interesse pela figura de Maquiavel e que ficou "obcecado com a concepção negativa que se tinha dele em contraste com sua figura real".

Para ele, o autor de "O Príncipe" sempre teve um tramento injusto.

"Maquiavel foi maltratado, torturado e exilado da cidade que amava Florença", comentou, explicando que tentou reabilitar o autor florentino. "Gostaria que, no futuro, alguém fizesse a mesma coisa por mim".

A respeito de ver sua obra no cinema, afirmou que gostaria de ver seu novo romance levado às telas. Também informou que "Os filhos da meia-noite" começará a ser rodado no próximo outono (hemisfério norte) e que já acertou com o diretor cineasta Alan Parker a adaptação de "Harun e o mar de histórias" para a grande tela com grandes doses de animação "ao estilo Harry Potter".

"Esse negócio de cinema é como esperar um ônibus: nenhum aparece, mas quando chega, chegam logo três de uma vez", afirmou Rushdie.

O escritor disse ainda que vai escrever um livro que acontece antes da trama de "Harun e mar de histórias" por encomenda de um de seus filhos.

Ele explicou que esse livro resgatará os personagens, mas não os cenários, como Lewis Carroll fez com "Alice no mundo dos espelhos".

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