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Salgueiro é a 1ª escola a ser recebida como campeã

A Salgueiro foi a primeira escola deste carnaval a ser recebida aos gritos de é campeã pelos setores populares do Sambódromo. A saudação tinha razão de ser.

Agência Estado |

A agremiação da Tijuca fez um desfile impecável, com fantasias luxuosas e um samba-enredo - sobre o tambor - que empolgou o público. Foi cantado pelas arquibancadas e pelos integrantes. Apesar de não ter errado, a escola pode ser penalizada por um "buraco" entre a ala Tambor Primitivo e o carro Tambor Africano, que ficou evidente em frente à primeira cabine de jurados.

O carro ficou retido por um semáforo, posicionado de maneira errada. "As autoridades de trânsito da prefeitura não removeram o sinal. Isso é um absurdo. Podia ter acontecido com qualquer outra escola. A Salgueiro foi a primeira a vir por aquele lado da avenida", reagiu o carnavalesco Renato Lage. "O que importa é que o Sambódromo e o Rio de Janeiro - quem sabe o Brasil? - bateram tambor hoje."

A Salgueiro lembrou os tambores pelo mundo - como o zarb (árabe), o damaru (indiano) e os da China e do Japão. Fantasias e carros também mostravam o instrumento no folclore e festejos brasileiros. Apareceu ainda o tambor no rock, no olodum e na timbalada - o cantor, percussionista, compositor, produtor e agitador cultural Carlinhos Brown foi destaque de um dos carros. No abre-alas, a Intrépida Trupe, que faz performances circenses, simulava tocar tambores (um sistema de alto falante reproduzia o som dos instrumentos). Efeitos especiais, como o rugir de um tigre, também funcionaram bem.

A bateria foi a protagonista deste desfile. Mestre Marcão, que substitui o lendário mestre Louro à frente dos ritmistas, que morreu em 2008, imprimiu o estilo e reverenciou o antigo professor. Fez dez paradinhas, mesclando ritmos como timbalada, olodum e ijexá (candomblé). Até a rainha de bateria, Viviane Araújo, pegou nos instrumentos - tocou um tamborim. Em determinado momento, parecia que Viviane e mestre Marcão tinham trocado de funções - ela desfilando entre os ritmistas. Ele agitava os braços e levantava a plateia. Mestre Louro foi homenageado ainda no último carro. Mestres de baterias de outras agremiações desfilaram na alegoria.

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