Salário de Kassab e secretários pode ir a R$ 18 mil

SÃO PAULO - Por meio de um projeto de lei, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo quer reajustar para R$ 18 mil o salário do prefeito Gilberto Kassab (DEM), da vice, Alda Marco Antonio, e dos 26 secretários. O valor, segundo líderes da Casa, tem como referência os vencimentos de nove secretários que já recebem, em média, R$ 17.300, divididos da seguinte forma: R$ 5.300 de salário e mais dois jetons de R$ 6 mil cada um.

Agência Estado |

AE
O prefeito Gilberto Kassab
Ao todo, 16 secretários aumentam nesta quarta-feira os salários com a participação remunerada nos conselhos fiscais e administrativos das empresas de economia mista.

Na volta do recesso, nesta semana, o primeiro projeto protocolado foi o que prevê um aumento do teto do funcionalismo municipal em 78,5% - de R$ 12.384,06 (teto do prefeito) para R$ 22.111,00 (teto do Judiciário).

As principais lideranças já defendiam nesta terça o reajuste para os secretários em R$ 18 mil e a exclusão dos jetons. Não haverá impacto na folha de pagamento do Município com a mudança. Nesse caso, o aumento do teto poderá até causar economia, porque vão acabar os pagamentos dos jetons e haverá um vencimento único, defendeu o líder de governo, José Police Neto (PSDB). A reportagem apurou que há um consenso na Casa sobre o aumento do teto do funcionalismo e dos secretários.

O novo limite de teto defendido por Kassab corresponde a 90,25% do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e equivale ao teto do Tribunal de Justiça. Na sexta-feira, Kassab informou em nota oficial que vai abrir mão de um provável reajuste em seu salário.

Principal representante do funcionalismo na Câmara, o vereador Cláudio Fonseca (PPS), também presidente do Sindicato dos Professores Municipais, avalia que a majoração deve ser estendida aos 147 mil servidores. Eu acho que a Mesa tem de pensar no restante do funcionalismo, argumentou. O vereador, contudo, concorda que a exclusão dos jetons e a criação de um vencimento único poderá não resultar em mais gastos. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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