A demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi considerada ¿muito grave¿ por entidades ambientalistas internacionais e nacionais. Para essas organizações, Marina era uma espécie de ¿fiadora¿ da política do governo do presidente Lula quanto ao meio ambiente.

Do ponto de vista internacional, a demissão de Marina do ministério é muito preocupante e prejudica a credibilidade do governo Lula na questão da defesa do meio ambiente, avaliou ontem Scott Paul, diretor do programa de Florestas do Greenpeace. A demissão simboliza que o governo Lula não vai mais dar prioridade para a agenda ambiental no País.

O vice-presidente para a América do Sul da entidade Conservation International, José Maria Cardoso da Silva, concorda e classificou como um desastre a saída de Marina. É um desastre para o governo Lula. Do ponto de vista internacional, o lastro era a Marina, não a ministra Dilma (Rousseff) nem nenhum dos ministros que ele tem aí. Ela era tida como o seguro brasileiro do ponto de vista ambiental, afirmou.

O diretor da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, concorda. A notícia caiu como uma bomba, contou. Segundo Mantovani, a preocupação imediata agora entre os ambientalistas é sobre que rumos o governo tomará. Estamos preocupados que isso vire para o lado do liberou geral, porque é isso, no fundo, o que se pensa no governo. A Marina era um empecilho para esse tipo de coisa, explicou.

Repercussão

Em seu site na internet, o jornal Herald Tribune diz que a saída da ministra Marina Silva põe fim a um mandato de seis anos que foi freqüentemente marcado por períodos tenebrosos. A ministra é citada pelos ambientalistas como uma grande perda para o País. O texto destaca que como explicação para a saída do cargo a decisão do governo brasileiro de dar prioridade a um plano de desenvolvimento multibilionário no qual outro ministro foi designado para cuidar de um projeto de desenvolvimento sustentável para a Amazônia. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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