Depois de sete anos e três meses no governo, a ministra Dilma Rousseff deixa nesta quarta-feira a chefia da Casa Civil para se dedicar à campanha eleitoral. Pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma será homenageada por funcionários do ministério, que prepararam um bota-fora exclusivo para ela no auditório do Palácio do Planalto.


É nessa cerimônia de despedida, mais reservada, que Dilma pedirá à equipe apoio a Erenice Guerra, atual secretária-executiva da Casa Civil que assumirá a pasta. Dona de temperamento forte e conhecida por distribuir broncas e cobrar resultados "para ontem", ela vai aparecer sorridente e simpática na festa organizada pelos servidores.

De lá, seguirá para a solenidade de posse coletiva dos novos ministros, no Palácio Itamaraty, marcada para começar às 11h. Chamada de "trololó" por Lula, a cerimônia ganhará tom mais político por causa de Dilma.

Em seu discurso, o presidente deve fazer um agradecimento à mulher que escolheu para a sucessão presidencial, furando a fila no PT. Dirá que ficou impressionado com a capacidade de trabalho dela desde que a convidou para ser ministra das Minas e Energia. Dilma só chegou à Casa Civil em junho de 2005, quando caiu o então ministro José Dirceu no rastro do escândalo do mensalão.

"Bota-fora"

Além de Dilma, outros 14 ministros (mais de 40% de todo o primeiro escalão) devem deixar seus cargos até o dia 2 de abril, quando termina o prazo de desincompatibilização para concorrer nas eleições deste ano, em outubro. Com a oficialização do status de ministério de mais quatro órgãos no último dia 25 de março, o governo agora conta com 37 ministros .

Lula disse que pretende reunir-se com os novos ministros logo depois a Páscoa. A ordem no governo, de acordo com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, é não parar. A preocupação é continuar tocando o governo, e o presidente Lula vai querer dedicação exclusiva dos ministros para isso, disse.

Henrique Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB-GO) ainda não confirmou se sai do cargo para disputar as eleições. Meirelles deve anunciar nesta quarta-feira se permanece à frente da instituição ou se deixará o cargo para disputar as eleições de outubro. 

Segundo Meirelles, o presidente Lula pediu que ele ficasse no BC até o final do governo. Se não ficar no Banco Central, Meirelles pode optar a concorrer pelo Senado Federal, como pressiona o PMDB de Goiás, ou ficar no banco de reserva para composição como vice na chapa de Dilma Rousseff (PT). 

(*com informações da Agência Estado)

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