ação para prender suspeitos de crimes de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os acusados presos estão o dono do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta." / ação para prender suspeitos de crimes de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os acusados presos estão o dono do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta." /

Saiba quem são Naji Nahas, Daniel Dantas e Celso Pitta

SÃO PAULO - A Polícia Federal deu início nesta terça-feira à Operação Satiagraha, uma http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/08/policia_federal_prende_daniel_dantas_celso_pitta_e_naji_nahas_1425190.htmlação para prender suspeitos de crimes de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os acusados presos estão o dono do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Redação |

Agência Brasil
Daniel Dantas foi preso nesta terça-feira
Daniel Valente Dantas é banqueiro, engenheiro e economista. Começou a trabalhar cedo em uma fábrica de sacolas e atuou em postos de gasolina, indústria têxtil e turismo. Defendeu tese de doutorado na Fundação Getúlio Vargas e fez pós-doutorado no Massachusets Institute of Technology, nos EUA.

No campo da política, Dantas foi aliado ao PFL (Partido da Frente Liberal) - atualmente denominado Democratas (DEM) - e citado como possível ministro da Fazenda no governo de Fernando Collor (1990-1992). Trabalhou nos bancos Bradesco e Icatu. Em 1996, começou a operar o Opportunity, seu próprio banco.

Em 1997, Dantas foi escolhido pelo Citibank para gerir os recursos do banco americano que seriam aplicados no processo de privatização de estatais brasileiras. Esses fundos, mais os fundos do Opportunity, administrados como se fossem um só, constituíram um consórcio que participou do Leilão de Privatização e arrematou o controle da Tele Centro Sul, da Telemig e a Amazônia Celular.

Dantas foi acusado de supostamente ter praticado crimes de violação de sigilo de informação reservada e corrupção ao contratar a empresa Kroll para ter acesso a dados de pessoas e empresas em órgãos públicos, os quais são considerados reservados. Essas suspeitas surgiram na Operação Chacal, deflagrada pela PF em setembro de 2004.

Em setembro de 2007, o procurador da República Luiz Francisco de Souza ofereceu ação de improbidade administrativa combinada com ação civil pública contra o Opportunity e Dantas.

Naji Nahas

Fernando F. Godoy
Naji Nahas
Naji Nahas é suspeito de fraudes pela PF
Nascido no Líbano, Naji Nahas chegou ao Brasil no começo da década de 70 e montou um conglomerado de empresas que incluía fábricas, fazendas de criação de animais, banco, seguradora e outros.

Ficou mais conhecido após ser acusado de ser o responsável pela quebra da bolsa de valores do Rio de Janeiro em 1989. De acordo com acusação, Nahas pegava dinheiro emprestado de bancos e aplicava na bolsa, fazendo negócios consigo mesmo por meio de laranjas e corretores.

O investidor se defendeu dizendo que a crise das bolsas de 1989 ocorreu por uma mudança nas regras de negociações de ações. Nahas foi inocentado deste processo em 2004.

Celso Pitta

AE
Celso Pitta, um dos presos na operação
Celso Pitta, um dos presos na operação
Celso Roberto Pitta do Nascimento, nascido no Rio de Janeiro, é economista foi prefeito da cidade de São Paulo de 1997 a 2000. Apadrinhado por Paulo Maluf, ganhou a eleição em 1996 para dar prosseguimento ao seu modo de governar.

O mandato foi marcado por suspeitas de corrupção, vindas de denúncias feitas por sua ex-esposa, Nicéia Pitta, que envolviam ainda vereadores, subsecretários e secretários. Essas denúncias fizeram Pitta perder o cargo na Justiça por 18 dias. Depois, Pitta entrou com recurso e recuperou o mandato.

Ao terminar seu mandato, o ex-prefeito era réu em treze ações civis públicas, acusando-o de ilegalidades. Por esses motivos, sua popularidade foi considerada entre as mais baixas já registradas por institutos de pesquisa.

Em depoimento à CPI do Banestado, em 2004, foi preso por desacato à autoridade. Em 2006, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu, por meio de ação cível por má administração pública, a devolução de 11,8 milhões de reais aos cofres da prefeitura paulistana. Em 2008, a Justiça Federal considerou Pitta culpado pelo "escândalo dos precatórios", imputando-lhe uma pena de 4 anos de prisão.

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