Saiba quais são as questões que a polícia precisa esclarecer sobre a morte de Isabella

SÃO PAULO - Dezesseis dias após a morte de Isabella Nardoni, de 5 anos, ocorrida no dia 29 de março, a polícia ainda não tem as respostas de questões fundamentais para o esclarecimento do crime.

Redação |

A criança morreu após ser jogada do 6° andar de um edifício na zona norte da capital. Até o momento, os principais suspeitos pelo assassinato são o pai Alexandre Alves Nardoni e a madrasta Anna Carolina Trota Peixoto Jatobá.

Os laudos do Instituto de Criminalística (IC), que ainda não têm data certa para serem divulgados, devem esclarecer alguns dos pontos conflitantes do caso:

- A que horas o casal chegou no edifício London após ter deixado a casa dos pais de Anna Carolina Jatobá?

- Quanto tempo decorreu da chegada de Alexandre Nardoni e Anna Carolina e a morte da criança?

-O sangue encontrado no apartamento do casal é de Isabella?

-De quem é a pegada encontrada no lençol do quarto dos irmãos da menina?

-Os gritos de "pára, pai" ouvidos por vizinhos na noite do crime são de Isabella?

-Quem ligou para Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, logo após a queda de Isabella? O que Cristiane disse após desligar? Ela teria falado algo que pudesse comprometer o irmão, como alegam duas testemunhas?

-Qual foi a causa da morte da menina? Asfixia ou queda?

-Como a camiseta da criança foi rasgada?

-Qual o resultado da análise realizada nas roupas que Anna Carolina Jatobá usava no dia da morte da enteada?

-Isabella foi assassinada por uma ou duas pessoas?

-Se o pai foi o autor do crime, quais os motivos que o levaram a assassinar a própria filha?

O promotor Francisco Cembranelli disse, no domingo, que está na expectativa de receber os resultados das perícias feitas pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto Médico-Legal (IML) para ter uma visão geral da investigação sobre a morte de Isabella Nardoni.

Até o recebimento dos laudos, se nada mudar no andamento do caso, Cembranelli disse que não pensa em pedir a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Depois disso, ele poderá reavaliar a decisão.

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