A candidata do PPS à Prefeitura da capital paulista, Soninha Francine, disse hoje em sabatina promovida pelo Grupo Estado que deixou o Partido dos Trabalhadores (PT) porque chegou à conclusão de que não se identificava mais com a legenda e nem era representada por ela. Depois que saí do PT, não queria entrar em partido nenhum, pois é óbvio que todos têm problemas e definem tudo por acordo político, mas o PPS me procurou dizendo que minhas características, essa minha indignação era o que eles queriam para melhorar e ter mais orgulho do partido.

Então, achei interessante o discurso e vi também demonstrações desse discurso na prática", argumentou.

Questionada se pretende disputar as eleições em 2010, disse que sua pretensão é ser chefe do Executivo municipal. "Tenho muita vontade de ser prefeita de São Paulo", disse. Ao ser indagada sobre o segundo turno deste pleito, ela desconversou e teceu um longo comentário sobre os prós e contras do PT, PSDB e DEM (partidos com mais chances de estarem na disputa do segundo turno).

"Eu acabei de sair do partido do qual fiz parte a vida inteira. Se ainda confiasse no encaminhamento do meu partido, não teria passado por essa ruptura. Como poderia apoiar o PT nessas eleições?", indagou. E brincou que se não for ao segundo turno, provavelmente irá meditar em algum lugar, como Fernando de Noronha. Indagada que seu partido está agora mais próximo do PSDB, afirmou: "A probabilidade é que o PPS seja oposição ao PT no segundo turno na capital."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.